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Livro do século 2 que mistura narrativa surreal retorna às livrarias

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postado em 08/06/2012 09:35

Felipe Moraes

Um certo livro do século 2 abre o jogo na introdução: “você não encontrará pela frente uma única palavra verdadeira. Nenhuma. Escrevo sobre fatos que nunca vi nem vivi. De que nem sequer ouvi falar. Sobre o que não existe nem jamais poderia existir”. O autor corajoso é Luciano, natural de Samósata (Síria). O livro, intitulado A história verdadeira (Ateliê Editorial), direta ou indiretamente, é referência para a literatura fantástica e de ficção científica produzida adiante e influenciou autores como Júlio Verne. Mais do que isso, é um texto de sátira que brinca com ideias de filósofos e as grandes aventuras contadas na época de Homero. Ainda assim, a obra de Luciano é pouco popular.

 

Ateliê Editorial/Divulgação

 

“Mais até do que o sarro, a liberdade despreocupada ainda é uma lição aos dias de hoje, quase 2 mil anos depois. Desde entregar a ‘falsidade’ da narrativa na introdução, as viagens absurdas da Parte 1 até as piadas com Platão, Sócrates, estoicos e demais correntes na Parte 2, Luciano não tem freios”, diz Gustavo Piqueira, que assina uma tradução “relativamente fiel”. Que os puristas tenham calma, porém. O escritor e ilustrador explica, nas primeiras páginas, que ao material original, fora as imagens assinadas por outros três artistas gráficos, “nada foi suprimido, nada foi acrescentado”. Ele é tão irônico quanto o próprio Luciano.

 

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