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Publicação: 21/06/2012 07:02 Atualização:
É curioso ouvir as definições para a cigana Carmen quando provenientes de sexos opostos. A personagem mais popular da história da ópera não chega a ser uma unanimidade no quesito personalidade, embora nunca tenha deixado de ser na categoria popularidade. Figura à frente de seu tempo para as mulheres, sedutora bipolar para alguns homens, o consenso é a volatilidade. Carmen encara o amor como um sentimento efêmero, quiçá inexistente, e a liberdade como questão de vida e morte. Entre os dois há espaço para uma tragédia passional que começa com graça e termina com sangue. Composta por Georges Bizet entre 1873 e 1875, Carmen encerra o 2º Festival de Ópera com quatro récitas programadas para esta quinta-feira (21/6) até domingo (24/6) na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.
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Depois de La Bohème e Cavallaria Rusticana, vistas por 9 mil pessoas e encenadas durante as duas últimas semanas, Carmen é o toque mais popular da temporada. “Os temas são utilizados em muitas circunstâncias da vida artística e até do dia a dia, de propaganda de televisão a balé”, avalia Claudio Cohen. “São temas festivos, alegres e melodias que têm uma facilidade de assimilação. E a história apaixona: uma mulher livre, sem amarras da sociedade.” Liberdade sim, mas a que preço? O da morte, na concepção de Janette Dornellas, que divide com a paulista Mere Oliveira o papel da cigana. O das paixões vividas, para Mere. “Ela é tão livre que escolhe a morte”, interpreta Janette. “Ela tem uma honestidade, não engana. O amor tem que ser livre, ele não conhece lei”, completa Mere.
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