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Há exatos 30 anos, Jackson do Pandeiro se despediu da música brasileira

Gabriel de Sá

Maíra de Deus Brito

Publicação: 10/07/2012 07:00 Atualização: 09/07/2012 21:59

Jackson do Pandeiro já sabia que queria viver de música quando trocou Campina Grande (PB) e João Pessoa por Recife, em busca do primeiro contrato profissional. O cantor e percussionista tinha escolhido um samba e uma marcha para apresentar numa revista de carnaval, recém-lançada na Rádio Jornal do Commercio, no início dos anos 1950. Contudo, os planos mudaram. A produção pediu para Jackson cantar um coco. Por sorte, tinha um. Ele ensaiou o coro com Luiza de Oliveira e cantou Sebastiana. O "A, E, I, O, U, Ypislone", composto por Rosil Cavalcanti (com quem Jackson fez dupla), encantou o auditório e explodiu em todo país.

Depois, vieram Forró em Limoeiro, 1x1, A mulher do Aníbal e outros sucessos do artista, precursor do samba-rock e que reinventou a música nordestina ao mesclar coco, baião, xote e rojão. Hoje, completam-se 30 anos sem o rei do ritmo. Apesar de ter morrido praticamente esquecido, foi imortalizado por músicos de todas as vertentes. "Todo show nosso tem que rolar Jackson. Ele dizia que sua música tinha as sete cordas do choro, o cavaquinho do samba e a percussão do baião. Esse lance cênico, caricato, a forma como ele cantava as sílabas, adiantando e atrasando a divisão, é algo bem inventivo", disse o bandolinista do grupo Casuarina, João Fernando.





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