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Festival Cena Contemporânea começa hoje e desmente clichê do teatro chato Com programação de forte acento político, Cena Contemporânea aparece em sua versão mais hermana

Caroline Maria - Correio Braziliense

Mariana Moreira

Nahima Maciel

Publicação: 17/07/2012 10:19 Atualização:

De hoje a 29 de julho, o Cena Contemporânea — Festival Internacional de Teatro de Brasília apresenta 23 espetáculos dedicados à África e à América Latina com o dendê de uma programação corajosa e politizada. Esqueça os estereótipos: a 13ª edição desmente o clichê do teatro chato e acentua questões de censura, de identidade e do passado de maneira vigorosa e madura. Os espetáculos brasileiros distribuem um poderoso retrato do teatro atual e a participação do continente africano ergue de vez a bandeira da diversidade com cara nova.

Uma das vozes mais contestadoras e aclamadas da Argentina, a diretora Lola Arias traz a peça Mi vida después (Lorena Fernandez/Divulgação)
Uma das vozes mais contestadoras e aclamadas da Argentina, a diretora Lola Arias traz a peça Mi vida después

Abre o festival a peça Mi vida después (de hoje a quinta, às 21h, na Sala Plínio Marcos), da diretora, escritora, atriz e compositora Lola Arias, de apenas 35 anos, uma das vozes mais contestadoras e aclamadas da Argentina. Os limites entre realidade e ficção são postos em xeque na montagem, em que seis atores nascidos no fim da década de 1970 olham para o passado a partir de depoimentos, roupas, cartas e fotos na busca de reconstruir a juventude e a realidade vivida pelos pais.

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