Diversão e Arte

Mostra exibe 17 documentários africanos na capital paulista

Exibição começa em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra

postado em 16/11/2014 13:09
Histórias da África, contadas por cineastas do continente, é a essência da terceira edição da mostra África Agora, que chega à capital paulista no dia 20 de novembro, com 17 longas e médias-metragens. ;Muitas vezes a gente enxerga a África como um país, como uma cultura única;, comenta a idealizadora e produtora do festival, Mariana Marinho, sobre o incômodo que deu origem ao evento.

;Há pouco acesso à poesia africana, à literatura, à música, à religião e à maneira como, em vários países da África, o povo lida com problemas sérios de uma maneira muito criativa;, acrescenta sobre elementos que estarão nas telas do Cine Caixa Belas Artes, região central da cidade. Os documentários ficam em cartaz até o dia 3 de dezembro, como parte das comemorações pelo Dia da Consciência Negra, no próximo dia 20.

Neste ano, a mostra faz ainda uma homenagem ao líder sul-africano Nelson Mandela. Por isso, um dos destaques da programação é uma biografia do político, que morreu no fim do ano passado. ;É a biografia que a família reconhece, completa, desde a infância até ele como líder;, explica Mariana.

Além disso, outras produções tratam de temas relacionados à militância de Mandela. ;A principal luta de Mandela não foi só contra a desigualdade racial e social, mas a favor da paz, da conciliação, de saber lidar com as diferenças de maneira pacífica, mas não passiva;, ressalta a produtora.

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Outro líder africano retratado na mostra é Amílcar Cabral. ;Era um líder da libertação da Guiné e Cabo Verde. Um político humanista, poeta e grande representante da arte na África;, diz Mariana sobre o militante assassinado em 1973, por membros do partido que fundou.

A vida depois do apartheid (segregação racial) é tema do filme Soweto em Surf, em que jovens surfam em trens de uma cidade na periferia de Pretória, capital administrativa sul-africana, originalmente criada para abrigar apenas negros. ;A diretora acompanha os jovens pós-apartheid, e coloca a pergunta: ;e agora, com a liberdade, o que fazer?;;, segundo Mariana.

Ady Gasy é um filme que fala sobre o modo de vida na República de Madagascar, ilha do Oceano Índico, na Costa Sudeste da África. ;Como a população vive a maneira malgaxe de vida, acima de tudo, a população de Madagascar tem solidariedade, vive através de uma liberdade com poesia, reciclando materiais, com soluções criativas para a falta de recursos materiais;, detalha a produtora.

A programação completa pode ser vista no blog da mostra.

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