Em cartaz com 'O silêncio do céu', Chino comemora fase do cinema latino

Apaixonado pelo Brasil, intérprete esteve no elenco da série 'O hipnotizador', da HBO

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postado em 11/10/2016 07:36 / atualizado em 11/10/2016 09:53

 

Nada menos do que nove pedaços de férias passadas no Brasil. E, pela primeira vez, a trabalho no país, o ator argentino Chino Darín — que divulga o longa coproduzido entre Brasil e Uruguai O silêncio do céu — se desmancha, diante da beleza do Rio de Janeiro, de Búzios, da Praia do Rosa, de Pelotas e de Florianópolis, além das praias do Forte e de Pipa. "Um dos lugares que quero visitar é a Chapada Diamantina. O Brasil é tão grande que, infelizmente, nunca terminarei de conhecê-lo", observa o entusiasmado ator de 27 anos.

O olho do ator é afiado de berço para as artes — já que é filho de ninguém menos do que Ricardo Darín. “A coisa mais certa que aprendi com ele foi ser filho dele”, sublinha o ator que, no atual longa dirigido pelo brasileiro Marco Dutra, teve que se descolar, em muito, da própria personalidade. “Néstor, meu personagem, é muito diferente de mim. Fico intrigado até que ponto é consciente nele o uso de violência ou se é incapaz de lidar com emoções ou ainda se é mera marionete para realizar atrocidades”, avalia, sobre o longa à la Hitchcock e Brian De Palma, no qual persegue e estupra a personagem vivida por Carolina Dieckmann.

“Com as injustiças sociais, nós, latino-americanos, somos mais permeáveis à violência. Vivemos à beira do precipício onde ela pode vir a nos afetar, diretamente”, observa o ator que não faz muito atuou na polêmica série História de um clã, em torno de uma família que realmente existiu na Argentina, cometendo chocantes crimes. “Acabei de viver 10 meses na Espanha, e lá, a violência tem a ver com terrorismo, não é algo de condição interna do país. Nós convivemos com o tema da violência muito mais, no dia a dia. Daí ser um tema atrativo quando se fala em ficção. Há conteúdo para estabelecermos causas e consequências de atos violentos”, comenta.

Produções
O estreitamento de Chino com a produção audiovisual brasileira se deu com a série da HBO O hipnotizador, que teve participação do brasiliense José Eduardo Belmonte. “Estão pujantes os cinemas latino-americanos, em especial os do Brasil e da Argentina, em nível mundial. Podemos estar orgulhosos”, destaca. Alcançar um intercâmbio cultural e afunilar os caminhos futuros de aproximar e fazer fluir as produções latinas é causa defendida pelo ator, que, recentemente, filmou A rainha da Espanha, com o mestre Fernando Trueba, por sinal, já contou com o pai de Chino, na realização do longa A dançarina e o ladrão (2009).

“Sei da febre que meu pai causa no Brasil, na Argentina e na Espanha. Para mim é muito difícil separar a figura do pai da do ator. O aprendizado vem mais do ser humano. Viajamos, muito seguido, em família. Com ele, aprendo de vida, amizade e amor, muito mais do que de profissão”, conta. E quanto à carreira, ele esclarece dúvida: Já estiveram em cena pai e filho, juntos? “Somente uma sequência, mas em nada foi marcante”, diverte-se Chino.

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