Paulo Vilhena investe na sétima arte e estrela três filmes este ano

Além de atuar na tevê, no cinema e no teatro, ele também se destaca como apresentador e diretor

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postado em 17/10/2016 09:07

Paulo Vilhena é polivalente: atua, dirige e produz

Paulo Vilhena, que começou na tevê no programa Sandy & Junior, em 1998, está investindo no cinema. Recentemente, ele pôde ser visto em Um namorado para a minha mulher e em Entre nós. Daqui a pouco, será a vez de Terapia de casal, que estreia em dezembro deste ano, Como nossos pais e Talvez uma história de amor, previstos para 2017.

Terapia de casal conta a história de uma psicóloga e terapeuta especializada em guiar relacionamentos, que percebe, após receber o novo casal em seu consultório, que talvez possa precisar de ajuda em seu próprio casamento de 30 anos. Paulo Vilhena contracena na comédia com Fernanda Paes Leme e Zezé Polessa.

As outras produções, Como nossos pais e Talvez uma história de amor, são do gênero drama e comédia romântica, respectivamente. O drama narra o momento peculiar da vida de uma mulher marcada por conflitos com a mãe e com a tentativa de conciliar a criação das filhas com os sonhos e objetivos profissionais. Já a comédia romântica, traz Paulo, Mateus Solano, Nathalia Dill, Thaila Ayala, Totia Meirelles e Marco Luque na história de Virgílio, que recebe a mensagem de Clara em sua secretária eletrônica, dizendo que o relacionamento dos dois chegou ao fim. O problema é que Virgílio é solteiro e não faz ideia de quem seja Clara.

O ator também participou do longa Um namorado para minha mulher, que estreou em 1ª de setembro deste ano. Paulo conta como foi participar do filme em que Domingos Montagner também fazia parte do elenco. “Infelizmente não contracenei com ele no filme, não tive essa honra de dividir a cena , só em alguns sets, mas sempre que me encontrei com ele, era muito generoso, muito verdadeiro… É difícil de entender. Deus tem um propósito para cada um, temos que aceitar e levar a vida adiante”, afirmou, sobre o colega, que morreu em 15 de setembro.

Paulo Vilhena começou na Globo, no seriado Sandy & Junior e continuou até a terceira temporada, em 2001. Em 1998, protagonizou no teatro o musical Tutti frutti: O musical, inspirado na década de 1960. No fim do ano 2000, estreou como repórter no programa Vídeo show. A primeira participação em novela foi em Coração de estudante, na qual interpretava o calouro de agronomia Fábio. E, no teatro, protagonizou a peça Segredos do pênis, uma versão masculina de O monólogo das vaginas, em que aparece em cenas de nudez.
 
 
Surfista
Em 2003, Paulo Vilhena protagoniza a novela das seis Agora é que são elas, como o jovem Vitório. Após o sucesso da novela, Paulo participou do elenco da novela Celebridade, em que era um jovem que queria ser surfista, mas era obrigado pela mãe a estudar para o vestibular de medicina.

A estreia no cinema foi em Xuxa e o tesouro da cidade perdida, em 2004, e como dublador do protagonista da animação O espanta tubarões. Em 2005, além de participar da novela A lua me disse, Paulo Vilhena faz sua estreia como diretor na peça teatral Quarto de estudante. “Dirigir é uma experiência bem gostosa, até porque depois de viver na frente da câmera você acaba entendendo a função do diretor que é de conduzir o ator para contar uma história”, afirma.

Em sua carreira do cinema, também estrelou Chega de saudade, Quanto dura o amor?, As melhores coisas do mundo e O magnata, que narra a vida de uma estrela de rock cheia de conflitos internos, inspirado na vida do cantor Chorão, que era vocalista da banda Charlie Brown Jr. Na produção Entre nós, em que um grupo de amigos se reencontra após 10 anos para ler as cartas que deixaram para si mesmos quando eram mais jovens, Paulo Vilhena levou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Los Angeles Brazilian Film Festival 2015.

Nas novelas, participou de Paraíso tropical, Três irmãs e Morde & assopra, mas foi na novela Império, em 2014, que teve seu papel de maior destaque ao interpretar Domingos Salvador, um pintor esquizofrênico que era explorado por suas obras. Foi indicado aos prêmios Extra de Televisão e Contigo! de TV como melhor ator coadjuvante.

No teatro fez versões dos clássicos da Broadway This is our youth em Essa nossa juventude e Hedwig and the angry inch em Hedwig e o centímetro enfurecido. Atualmente, Paulo Vilhena está na peça Tô grávida, com Fernanda Rodrigues, que passou há 15 dias pelos palcos da cidade e deve virar filme no próximo ano.
 
 
» Três perguntas // Paulo Vilhena

Algum nome do universo cultural, seja no ramo musical ou performático, inspira você como pessoa ou ator?
Ah, vários. Desde dos artistas brasileiros como Zé Ramalho, Tom Jobim até Die Antwoord (banda sul-africana de rap-rave com estilo inspirado em Roger Ballen), que tem uma linguagem muito interessante, e eu gosto muito de som. Tem o Paulo Autran também, que era de uma genialidade, Raul Cortez, que tive a honra de conhecer. Sempre que entro em cena, peço aos deuses do teatro e a eles que me guiem.

Recentemente, você e Cléo Pires protagonizaram a campanha das Paralimpíadas que gerou polêmica. Como você viu essa situação?
Eu acho que a nossa intenção desde o início foi prestigiar esses atletas e não só os atletas, mas trazer para foco da discussão e dos olhares uma questão social, a questão da acessibilidade e da inclusão social. Nós, artistas, nos vimos diante de uma possibilidade de representar essas pessoas e, com o aval delas e do comitê paralímpico, pensamos nessa campanha e fizemos com nove atletas do comitê envolvidos. Nosso intuito era mostrar pro Brasil que esses caras existem e são incríveis, como pudemos ver nas paralimpíadas, muito pelo que eles fizeram e pela visibilidade adquirida pela campanha.

Como você vê esse momento político atual? Como artista, como é para você mostrar um posicionamento político? 
Um momento muito difícil. Acho que muito tenebroso. Eu não tenho problema nenhum em me posicionar, O difícil é que é tudo tão ruim, tudo envolto de ligações com pessoas e com outras pessoas e cada vez mais pessoas que acabam em um limbo que você não consegue identificar o que é verdadeiro, o que é interesse... É muito difícil, a democracia brasileira está muito longe de ser uma democracia. Ela está muito mais atrelada a interesses pessoais e partidários do que aos da sociedade.
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