Bienal lança espaço independente

Uma das grandes novidades desta edição é a programação especial para os escritores que publicam no circuito autoral

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postado em 21/10/2016 17:50 / atualizado em 21/10/2016 18:52

Jhonatan Vieira/Esp. CB/D.A Press
 
 
A terceira edição da Bienal Brasil do livro e da leitura já começou e entre as inovações preparadas para este ano está o espaço batizado como Bienal Independente, que pretende ampliar ainda mais o espaço da literatura, incentivando a integração do circuito autoral. Além dos lançamentos de livros o espaço conta com rodas de conversa, palestra sobre a produção literária autoral no Brasil, além de workshop, apresentações musicais e saraus. A ideia é possibilitar que o público de leitores brasilienses tenha cada vez mais contato com essa vertente da produção literária e destacar o mercado alternativo no Brasil. Estarão expostos os trabalhos dos principais autores, selos e editoras do cenário brasileiro independente; com publicações de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba. 

O jornalista e escritor Phillip Dântom, curador e coordenador do espaço independente conta que a proposta veio da própria curadoria da Bienal, que queria ampliar a conexão entre público e autores. “É a primeira vez que a Bienal aqui em Brasília abre um espaço dedicado aos independentes. E o fato do convite partir deles é ainda mais significativo. Muita gente acha que independente é aquele que não teve espaço nas grandes editoras e isso é um grande engano. Há, sim, muitos desses casos Brasil afora. Mas, com certeza, não são a maioria”, afirma o coordenador. Para ele, ser independente é ser livre, não ter que obedecer a formatos ou padrões. “Alguns livros são quase uma extensão do autor”.

Nilson Rodrigues, diretor geral da Bienal, afirma que a ideia surgiu a partir da percepção de que cada vez mais novos escritores estavam produzindo literatura de qualidade em Brasília. “Certamente o espaço vai permanecer nas próximas edições, já que é onde acontecerão todos os saraus literários”, conta o curador. A importância do espaço em um evento grande é justamente possibilitar que a circulação do circuito independente aumente e chegue às mãos do público geral.
 
Zuleika de Souza/CB/D.A Press
 
A arquiteta e escritora Gabriela Bilá, criadora da publicação O novo guia de Brasília, acredita que a criação deste espaço possa gerar mais incentivo e visibilidade para pequenas editoras e levar maior diversidade para as obras expostas na Bienal. “Assim o público terá acesso a livros menos comerciais, de tiragens limitadas, que são mais difíceis de se encontrar nas livrarias convencionais”, declara a escritora. O Guia de Gabriela é conhecido em Brasília e tem a proposta de falar sobre arquitetura e o cotidiano da cidade para turistas e moradores. Vale lembrar que o circuito independente é um dos caminhos que colaboram para manter viva a literatura, já que cria um caminho de alcance para que o público amplie cada vez mais seu contato com diferentes gêneros literários. 
 

Os Protagonistas

Considerando a rica diversidade da literatura brasileira, a Bienal Independente vai ser representada por cerca de trinta selos e editoras. Eles terão suas publicações à venda e estão ativamente envolvidos na programação proposta. A ideia é que o público tenha acesso ao que há de maior qualidade no cenário brasileiro e contribuir para a formação de leitores e escritores. Para os que não conhecem, é uma chance de entender o universo literário alternativo. 

O Palco Leminski

Um palco reservado para os independentes na Bienal do Livro e da Leitura. O local é destinado a saraus, declamações, esquetes, bate-papos, e outras formas de apresentações interativas. Com a presença de convidados notórios do cenário independente, vai ser possível discutir os caminhos da produção literária, apreciar trabalhos de artistas brasilienses e relembrar grandes nomes da literatura. 

Serviço:
Bienal Independente - III Bienal Brasil do Livro e da Leitura 
21 a 30 de Outubro – Estádio Nacional Mané Garrincha, Brasília

Selos/Editoras Participantes: Brado Negro, Editora Angaturama, Supernova, A Bolha, Beleléu Editora, Editora Barbante, Padê Editorial, Revista Aerolito, Lote 42, Longe, Polvilho Edições, Incoerente Coletivo, Revista Ernesto, Selo Piqui, Isca Editora, Editora Elefante, Editora Autonomia literária, Paúra, Truque, Pólen, Arte & Letra, Novo Guia de Brasília, LTG, Lovelove 6, Mês.
 
 
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