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Aruc comemora seus 55 anos

A escola fará grande festa com participação de artistas locais e Serginho Procópio, da Velha Guarda da Portela

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postado em 22/10/2016 07:30 / atualizado em 21/10/2016 17:45

Irlam Rocha Lima

Acervo Aruc
 

 

Uma das mais emblemáticas instituições culturais de Brasília, a Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (Aruc) completou ontem 55 anos de existência. Com 31 títulos conquistados, a tradicional escola de samba é a campeoníssima do carnaval da capital e coleciona vitórias históricas no esporte, atividade a que também se dedica.

A comemoração da data vai ser amanhã, em sua sede, na Área Especial nº 8 do Cruzeiro Velho, com a Feijoada do Gavião e shows de Fabinho Samba, Banda Patacori e a Bateria Nota 10, tendo como convidado especial o cantor, compositor e cavaquinista Serginho Procópio, da Velha Guarda da Portela, a agremiação carioca madrinha de Aruc.

Para Moacyr de Oliveira Filho, o presidente da entidade, a celebração maior tem a ver com a regularização da área ocupada pela instituição, um a luta que se arrasta há mais de 20 anos. “Isso é fundamental para a sobrevivência da Aruc, pois só assim ela vai poder revitalizar o espaço, melhorar seus serviços e concretizar projetos culturais e esportivos que beneficiem a comunidade do Cruzeiro”, destaca.

Segundo ele, esta luta “parece” estar chegando ao fim. “No dia 11 último, o plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou Projeto de Lei nº 1112/ 2016, de autoria do Executivo, que cria um instrumento jurídico e legal para a regularização de áreas registradas como patrimônio cultural material ou imaterial. Esse é o caso da Aruc.”

Moa — como o presidente é chamado pelos amigos — explica que, com a aprovação do projeto, os próximos passos serão a formalização da cessão de uso pela Secretaria de Esportes e Turismo, responsável pela gestão da área; e a sanção pelo governador Rodrigo Rollemberg. “Assim que isso for feito, a Aruc imediatamente entra com a solicitação para oficializar o uso do terreno”, anuncia. “Afinal, como ensinou o mestre Nelson Sargento, ‘o samba agoniza, mas não morre’”.

 


Primeiro título
Fundada em 21 de outubro de 1961, por um grupo de funcionários públicos (vários deles ligados à Imprensa Nacional) transferidos para a nova capital, a Aruc realizou seu primeiro desfile no carnaval do ano seguinte, na parte superior da Estação Rodoviária do Plano Piloto. O primeiro título viria a ser obtido em 1965. Nos quatro anos seguintes, só deu a azul e branco do Gavião — nome que foi dado inicialmente ao Cruzeiro.

Essa, porém, não foi a maior sequência de conquistas. O recorde se estabeleceu com o octacampeonato, entre 1986 e 1993. “No octacampeonato, homenageamos— nossa madrinha com o enredo Portela — de Paulo a Paulinho, num referência a Paulo da Portela e Paulinho da Viola. O último título é de 2011 e coincidiu com a comemoração dos 50 anos da escola. Levamos para o Ceilambódromo, o enredo Aruc — Jubileu de ouro, uma história de amor em azul e branco”, lembra Moa, ligado à escola desde 1978 e presidente pela quinta vez.

 

Acervo Aruc
 

 

A não realização do desfile das escolas de samba brasilienses em 2015 e neste ano, levou um certo desânimo à Aruc, que, durante algum tempo, deixou de ter atividades em sua sede. Ao assumir pela quinta vez a presidência da escola, Moacyr de Oliveira buscou reverter a situação, com uma série de promoções.


“Nossa ideia é recuperar a importância da Aruc, como templo do samba em Brasília. Inicialmente foi criada a Feijoada do Gavião, que ocorre uma vez por mês, sempre no domingo, com uma roda de samba. Em parceria com sambistas da cidade, temos promovido uma série de shows, da qual já participaram Dhi Ribeiro, Breno Alves, Fabinho Samba, Claudinho do Caramba e do Pessoal do Samba”, ressalta.

Os cantores e grupos não recebem cachê para se apresentarem, mas têm como contrapartida, uma data para a realização de evento em nossa sede”, ressalta. “O show de Mart’nália foi um desses eventos”, diz Moa. Outra iniciativa foi reativação do Quiosque do Samba, que funciona às quintas-feiras a partir das 19h.

Na feijoada que celebra o 55 anos da Aruc, amanhã, a partir das 13h, a atração é o portelense Serginho Procópio. Integrante da Velha Guarda da escola de Madureira, ele vai lançar na cidade o CD Samba pro povo cantar, que traz canções como Com licença estou chegando, Dom do criador, Vou embora pra Portela e Deixa de fazer hora. Neste último ele divide a interpretação com Zeca Pagodinho.

Carioca de Marechal Hermes, filho de Osmar do Cavaco — que acompanhou o lendário Candeia —, Serginho foi levado para a Portela pelos mestres Monarco e Casquinha. Hoje, um compositor requisitado, tem músicas gravadas por Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Neguinho da Beija-Flor e pelos grupos Fundo de Quintal e Exaltasamba, entre outros.

 

 


Feijoada do Gavião
Comemoração dos 55 anos da Aruc com show do portelense Serginho Procópio e sambistas da cidade, amanhã, a partir das 13h, na sede da escola (Área Especial nº 8, Cruzeiro Velho). Ingresso: R$ 20. Classificação indicativa livre.

 

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