Bienal recebe hoje escritora cubana Teresa Cárdenas e peça com Jonas Bloch

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Marcello Casal Jr/Agência Brasi

Após o primeiro fim de semana, a III Bienal Brasil do Livro e da Leitura segue com uma programação bastante diversificada, capaz de agradar diferentes públicos, com palestras, contação de histórias e cerca de 170 bancas de expositores, até 30 de outubro, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, no Eixo Monumental.

O principal destaque de hoje é a presença da escritora cubana Teresa Cárdenas. A autora de obras, como o premiado Cartas para minha mãe (1997) e Cachorro velho (2005), estará na cidade pela segunda vez para participar do Seminário Amor, afetividade e individualidade, com a temática O amor em tempos de intolerância e individualismo, no Auditório Nelson Rodrigues, a partir das 19h. Ativista social, Teresa deve trazer questões relacionadas à negritude e ao feminismo no debate, já que foi a ausência de personagens negras na literatura, principalmente no gênero infantil, que a motivou a se tornar escritora.

A literatura infantojuvenil, inclusive, é um dos principais focos da Bienal do Brasil e o que faz o público ir até o local. O operador de callcenter Claudio Renato, 40 anos, aproveitou para levar o filho Carlos Eduardo, 7 anos, para ter acesso aos livros com preços mais baixos. “Aqui é possível comprar forma mais barata, os valores são acessíveis, o que é um incentivo para a leitura”, afirma. Feliz com os livros que ganhou, o garoto nem esperou voltar para a casa para começar a ler e achou um lugar para começar a leitura ainda no evento. “Além do incentivo, é muito importante também por ser uma opção diferente para os pais saírem com os filhos”, acredita o pai.

O professor Hikson de Paula, 41 anos, saiu de Luziânia (GO) para levar a filha Bianca, de 8 anos, ao evento. “Esse ambiente é incrível para as crianças, estimula muito o aprendizado e a criança vai se habituando com o ambiento, ampliando seu universo”, diz. Para Hikson, a Bienal pode ser também um estímulo para escritores. “Quem escreve deve se sentir motivado vendo tanta gente interessada em livros.” Além disso, ele elogia a organização e a questão sustentável presente em muitos estandes. “Tem muito material reutilizado e isso é muito bacana”, comenta.

Em especial para o público infantojuvenil, a programação de hoje tem as tradicionais contações de histórias e apresentações teatrais nas arenas Jovem Cecília Meireles, Infantil Monteiro Lobato e Café Literário.

Mais atividades

O ator Jonas Bloch desembarca na Bienal Brasil para apresentar o espetáculo O delírio do verbo, que está em cartaz pelo país desde maio de 2015. A peça tem como base os textos do escritor Manoel de Barros, que inspiraram o ator a criar a montagem. O espetáculo, que é um monólogo, mostra as diversas nuances do escritor, como humor, surrealismo, romance e ironia interpretadas por Bloch. “Manoel de Barros nos oferece um novo olhar sobre a vida. O que poderia ser mais importante?”, indaga o ator em entrevista ao site Teatro em Cena sobre a escolha dos textos do escritor para a concepção da peça teatral, que será encenada às 19h30, na Arena Infantil Monteiro Lobato.

Além de Jonas Bloch, a Bienal também recebe outro convidado aguardado na programação de hoje. A partir das 20h30, o autor paulista Renato Meirelles está no Café Literário para debate e sessão de autógrafos da obra Um país chamado favela, escrita em parceria com Celso Athayde. O livro apresenta uma radiografia da periferia do Brasil e revela a sua importância dentro da concepção do país. De São Paulo também vem o jornalista Paulo Moreira Leite, que estará no debate A imprensa brasileira e os grandes temas nacionais, a partir das 19h, o lado de Venício Lima e Tereza Cruvinel, também colegas de profissão de Leite. Em valorização aos artistas locais, a Banca 308 recebe hoje os lançamentos das novas obras de Renato Fino, Zelumen, e Nina Tubino, Uma luz na história.

A presença de convidados é um ponto elogiado pelo público da Bienal. Os advogados Lyvan Bispo, 26 anos, e Alina Bispo, 29 anos, apontaram a possibilidade de ver e conhecer escritores e pensadores como um diferencial do evento. “É uma oportunidade excelente de ter contato com formadores de opinião, escritores, ouvi-los”, acredita Lyvan. Alina destacou também a grande presença de crianças e adolescentes com os pais. Para ela, isso mostra que o evento tem potencial para conquistar os jovens leitores. “Você vê muita criança, muitos pais trazendo os filhos e isso é ótimo porque incentiva, desde cedo, a se tornar um leitor”, observa. O casal ainda elogiou a nova estrutura da Bienal. “É mais centralizado, tem mais estrutura, foi uma boa troca”, acredita Lyvan. Para ele, a cidade precisa de mais eventos como a Bienal. “Existe uma carência em determinados setores na cidade. A Bienal é essencial porque é também uma forma de abrir espaço”.

III Bienal Brasil do Livro e da Leitura

Até 30 de outubro, das 10h às 22h, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha (Eixo Monumental). Entrada franca. Classificação indicativa livre.
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