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Grupo Surdodum faz show nesta terça-feira no Clube do Choro

Dos 12 músicos que vão ocupar o palco, sob a regência do mestre de percussão Reinaldo Braz, cinco são surdos, um cadeirante e cinco ouvintes voluntários

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postado em 25/10/2016 07:32

Irlam Rocha Lima

Cristiana Carvalho/Divulgacao

Há 22 anos, funciona na comercial da 207 Norte uma instituição que tem como objetivo básico proporcionar a pessoas com deficiência auditiva — de todos os graus e tipos — a integração musical por meio de um processo inclusivo social, pedagógico e cultural. É o Surdodum que tem como face mais conhecida uma banda, com trabalho reconhecido no país e até no exterior.

Segundo a professora, fonoaudióloga Ana Lúcia Soares, criadora e coordenadora do instituto, desde 1994 o Surdodum busca agregar surdos pessoas com ou sem deficiência numa linguagem artisticamente inclusiva, com grande poder de transformação. “Para isso, nosso cartão de visita é a banda, originária do nosso projeto de oficinas, que iniciou suas atividades no segundo semestre de 1995”.

Desde então, a Banda Surdodum tem se apresentado para plateias diversas. Tocou, por exemplo, na posse do presidente Lula, em 2006; fez show em locais como Universidade de Brasília, Centro Tecnológico do Branco do Brasil, Sala Villa-Lobos, Clube do Choro, Escola de Música, Centro Cultural Banco do Brasil (em Brasília e no Rio de Janeiro), Pátio Brasil, Centro Comercial Gilberto Salomão, Esplanada dos Ministérios e Cidade do Guarda, entre outros.

O grupo também já abriu apresentações de Gilberto Gil, Cidade Negra e da banda brasilienses Cachorros das Cachorras. Além disso, foi ganhadora do quadro Pistolão, do Domingão do Faustão, vencedora dos Prêmios Funarte e Loterias Caixa, e participou do documentário Na batida do silêncio, de Fábio Brasil, exibido no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 2011.

Hoje, às 21h, o Surdodum está de volta ao Espaço Cultural do Choro com o show Na batida do silêncio, nome do CD lançado em 2005. Dos 12 músicos que vão ocupar o palco, sob a regência do mestre de percussão Reinaldo Braz, cinco são surdos, um cadeirante e cinco ouvintes voluntários. O cadeirante é Arnaldo Barros, cantor, violonista e autor de todas as músicas do álbum.

“Para mim, é um privilégio fazer parte do Surdodum e ser o compositor das músicas gravadas pelo grupo. Como cadeirante, é uma oportunidade que tenho para mostrar como um portador de necessidade especial pode ter inserção na área da cultura, fugindo eu estereótipo de que isso só é permitido para o ditos normais”. Ele explica que o surdo sente a música ao receber o toque de vibração no corpo e que o mestre de percussão Reinaldo Braz tem completo domínio sobre o trabalho levado ao público. “Eu me comunico com eles pela linguagem das libras”, acrescenta. .

No repertório do show as composições de Arnaldo Barros, como Sued’alma, Estrela, Teanscendemos e a que dá título ao show, são destaques. “Vamos tocar ainda, músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Tim Maia e Cidade Negra; e há um pot pourri com sucessos das bandas afrobaianas Olodum e e Ilê a Aiyê.

A renda do show será utilizada para a manutenção da sede do Instituto Surdodum e viabilização do retorno das oficinas de percussão, que, temporariamente, estão paralisadas. “Para mantê-las, recebíamos a ajuda da iniciativa privada e da Secretaria de Cultura, que agora não vem ocorrendo. Estamos entrando com um projeto para obter recursos disponibilizados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), diz Ana Lúcia.

Banda Surdodum

Show do grupo hoje, às 21h, pelo projeto Prata da Casa, no Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3224-0599.

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