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Exposição fotográfica comemora os 11 anos de ações do grupo Argonautas

Corpus Lux e Matéria Prima é mostra que retrata artistas multimídia em cena

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postado em 03/11/2016 07:33 / atualizado em 03/11/2016 13:49

Isabella de Andrade - Especial para o Correio

Divulgação

 
Os brasilienses da Trupe de Argonautas misturam diferentes linguagens artísticas no palco há mais de uma década e mostram que é possível criar um trabalho de qualidade e duradouro em Brasília. O grupo trabalha com elementos e técnicas do teatro, do circo, da música e da dança. No início, a trupe produzia apenas espetáculos e agora conta com uma sede no espaço Pé Direito, além de uma oficina de circo. Para comemorar os anos de circulação cultural na cidade os artistas preparam um livro com a história do grupo, uma apostila de movimentos circenses na Lira (desenhada e concebida por Cyntia Carla), além da exposição fotográfica Corpus Lux & Matéria Prima, assinada por Rodrigo Carletti e Sartoryi Sartoryi,

Lívia Bennet faz parte formação original da trupe, que surgiu a partir da ideia de dar continuidade aos trabalhos de um grupo que se uniu com artistas de diferentes áreas em uma oficina de circo em 2005. “Poder unir dança, teatro e o circo foi uma experiência enriquecedora, principalmente porque uso e abuso dessas técnicas nas minhas aulas de dança contemporânea, me trazendo maiores possibilidades de movimento”, conta a atriz e bailarina.

A Trupe teve sua formação em 25 de Julho de 2005. Nesse ano, poucos grupos de circo se movimentavam na cidade com foco nas diferentes linguagens. A primeira estreia em Brasília foi com o espetáculo De Paetês, no Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo, em dezembro de 2007. “Foram três semanas em cartaz com casa lotada, plateia fervorosa e curiosa para conhecer nosso trabalho. Amigos que nos acompanham até hoje estavam lá para nos acolher”, lembra Lívia.
 
Sartory/Divulgação
 
A atriz destaca que a relação com a cidade sempre foi de acolhimento e de troca. Hoje, há mais pessoas interessadas na área do circo e motivadas a experimentarem esse universo artístico que mescla circo dança, teatro e, muitas vezes, música ao vivo. A estética é primordial e indiscutível dentro da Trupe de Argonautas, que trabalha com espetáculos muito diversos, com foco na estética e direções variadas. “Esses pontos, para mim, são os que fazem diferença. A maquiagem e o figurino feitos por Cyntia Carla são sempre impecáveis. A possibilidade de cada um dirigir um trabalho também é genial, é sempre desafiador e nos enriquece muito.”

Pedro Martins, outro integrante que ajudou a fundar a trupe, conta que a proposta é de fundir linguagens artísticas, em um processo que possibilita que todos os integrantes façam de tudo e tentem mesclar essas linguagens, até elas se transformem em uma só. Outro ponto de destaque está na preocupação e necessidade em produzir cenários, iluminação e figurinos belos e com acabamento primoroso. “Os artistas envolvidos nessa criação eram de diferentes linguagens. Então, a ideia foi sempre unir diferentes áreas. Nos propusemos a desenvolver treinos, espetáculos e números com essa proposta de unir e fundir linguagens”, afirma o ator.
 
Projeto de braços abertos
 
 
Representante da nova geração de artistas da cidade, Isabela Nunes foi recebida de braços abertos por todo o grupo. A atriz participou pela primeira vez do elenco da trupe como personagem do espetáculo Paradoxo zumbi, onde interpreta Pollyana, uma das personagens humanas da peça. “Eu comecei a fazer aulas de circo pra suprir a demanda corporal do espetáculo e da própria Trupe que, com certeza, está marcada na minha trajetória artística daqui pra frente porque tem sido um treinamento completo. Nada ficou de lado. Teve foco na interpretação, na organicidade da dramaturgia, na construção corporal”, declara. A atriz lembra que cada um tem uma visão diferente para acrescentar na montagem e este seria um dos aspectos mais enriquecedores no trabalho de teatro de grupo.
 
Sartory/Divulgação
 

Além de ser referência pelo trabalho artístico que produz, a trupe tem se colocado como agente de expansão cultural da cidade. A sede do grupo, na Vila Telebrasília, promove a inclusão dos moradores no espaço, onde eles têm cortesia para todos os espetáculos, enfatiza Isabel Nunes. “O espaço tem também uma incubadora de grupos, onde oferece apoio e estrutura para criação de espetáculos de novas companhias. Acolhimento é a palavra perfeita para descrever o grupo”, destaca a atriz. Com os trabalhos apresentados ao longo dos anos, a trupe mostra que é possível produzir um teatro de qualidade quando se têm planejamento e dedicação ao trabalho.


Para celebrar a trajetória o grupo foi personagem para a exposição dividida em Corpus Lux, assinada por Rodrigo Carletti e Matéria Prima, por Sartoryi Sartoryi. As fotografias apresentam diferentes linguagens para tirar o melhor proveito possível da maquiagem cênica e exibir a movimentação dos artistas em aparelhos circenses. Entre os elementos trabalhados estão a luz, para explorar o contorno dos corpos e leveza dos movimentos, além de incorporar elementos do circo a matérias-primas naturais, como água, ar, fogo e metal. Nas fotos é possível perceber a presença cênica nos corpos e olhares dos artistas e o trabalho em multilinguagens desenvolvido pela trupe.



“Procure o que te dê prazer e faça com amor, responsabilidade e compromisso, assim os ventos soprarão a seu favor”
Lívia Bennet, atriz e bailarina 

Corpus Lux & Matéria Prima — 11 Anos da Trupe deArgonautas
Exposição: na Fnac Brasília (Park Shopping Brasília).A visitação acontece entre os dias 25 de outubro e 17 de novembro; de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingo, das 10h às 20h. A classificação indicativa é livre e a entrada, franca.
  

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