Festival internacional apresenta filme de Marcelino Islas Hernández

O longa 'A caridade' trata do dilema de envelhecer

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 05/11/2016 07:32 / atualizado em 05/11/2016 12:23

 
 
Na trilha sonora de um dos filmes concorrentes ao 5º Biff, Festival Internacional de Cinema de Brasília, o mexicano A caridade, figuram Los Hermanos. Los Hermanos!? Sim: Los Hermanos Carrión, que executam, com insistência, uma música chamada Las cerezas, grande sucesso sessentista, na linha de Paul Anka, The Everly Brothers e afins. É um dos indícios do enfoque do diretor Marcelino Islas Hernández que, no filme, acolhe (e desampara, pela trama) tipos da terceira idade.

“Apesar de A caridade não ter música incidental. Usei Las cerezas por ser uma canção que me toca muito: a minha mãe gostava muito do rock’n’ roll mexicano dos anos de 1960. Foi o que cresci escutando. Por causa disto, convidei os Carrión a participar do filme. Foi algo que deu um toque interessante”, observa o diretor que já está em Brasília para participar de debate, hoje, do Festival Internacional de Cinema de Brasília.

A caridade veio para Marcelino, depois de filmes como Martha (selecionado para mostra em Veneza) e de La castración, que ele produziu, ambos detidos na velhice. Ainda que tenha 32 anos, Marcelino se identifica muito com os personagens que conduz. “Por via de regra, penso que os sujeitos e os conflitos que abordo nas minhas fitas se encaixam melhor neste segmento. Ainda assim, creio que sejam conflitos passíveis de apresentarem a qualquer pessoa”, comenta.

Um alto contentamento endossa a exibição de A caridade em Brasília, por se tratar da primeira apresentação do filme na América do Sul. Quem sabe haja maior compreensão do longa por aqui... “De modo geral, acho que é difícil se concentrar nos filmes sobre personagens maduros. Todos querem ver filmes ou conteúdos com personagens jovens. Às vezes, acho que deveria me inclinar para este tipo de produção”, observa o diretor, nascido em Ciudad Satélite (município de Naucalpan), em 1984, às vésperas do fim do regime militar no Brasil.

Apesar de alguns avanços, o cineasta mexicano, em geral, se preocupa com a América Latina, que passa por “um momento difícil”. “O senso comum e a lógica deram lugar a uma série de faltas de sentido que permaneceram escondidos e que voltam a aparecer, demostrando a obscuridade humana. Meu país passa por um momento muito complexo e, da forma como vejo, estamos somente no começo de uma má etapa, em termos políticos e sociais”, avalia.
 
A matéria completa está disponível aqui para assinantes. Para assinar, clique aqui 
  
Confira aqui uma lista com trailer ou trechos de filmes do BIFF 2016
 
1. MUNDO ANIMADO
 
Pinoquio 
 
 

2. GRANDES PRE-ESTREIAS
 
Ma Ma
 
 
3. MOSTRA SERGIO LEONE 
 
Por um punhado de dólares 
 


4. MOSTRA COMPETITIVA DE FICÇÃO 

As mãos daquela Menina 
 


5. MOSTRA COMPETITIVA DE DOCUMENTÁRIOS 

Al Purdy Esteve aqui 
 
 




 
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.