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Coroa britânica é alvo de mais uma produção audiovisual

Com um orçamento robusto, The crown é a nova aposta da Netflix

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postado em 20/11/2016 10:07 / atualizado em 20/11/2016 10:18

Renata Rios

Netflix/ Divulgação
 

 

Desde a infância, a realeza é um tema que nos desperta curiosidades e fantasias. Os contos de fadas, lidos tantas vezes pelas mães antes de os filhos dormirem, retratam princesas, príncipes, rainhas e reis em sua mais estupenda forma. Eles são sempre um exemplo de moral, ética e coragem. Todo contexto apresenta um utópico mundo ideal, que nos acompanha no subconsciente desde esses inocentes tempos até a vida adulta.

Talvez seja por esse motivo que os filmes envolvendo a monarquia sejam tão atraentes para o público. “Esse tipo de filme faz um contraponto da época que você vive. As coisas, atualmente, parecem, mais vulgares do que o mundo contado nas histórias. Tudo isso existe no inconsciente” explica o professor de cinema e programador do Cine Brasília, Sérgio Moriconi. Para ele, nos ainda buscamos algumas referências em nosso dia a dia relacionadas a monarquia. “Não é incomum vermos alguém esperando pelo seu príncipe encantado, por exemplo. Isso vem dessa idealização”, explica.

Recentemente, a coroa britânica foi mais uma vez alvo de produções audiovisuais. A nova aposta da Netflix, The crown, com um investimento especulado em US$ 13 milhões por episódio, entre os maiores da plataforma, para a comparação, House of Card, por exemplo, teria um orçamento de US$ 4,5 milhoes, por episódio. A série mostra o início da carreira política da rainha Elizabeth II. Com Clayre Foy vivendo Elizabeth II, a trama foca nas audiências semanais entre rainha e os primeiros-ministros. Além do orçamento farto, a produção conta com o roteiro escrito por Peter Morgan, também responsável por A Rainha, e Stephen Daldry, de As Horas.

Apesar de a série ser inspirada na vida da rainha Elizabeth II, trata-se de ficção, sendo difícil, em alguns momentos, identificar o que é verdade e o que é uma visão adoçada da família britânica. “A realeza é uma coisa muito idealizada. Os ingleses, por exemplo, dificilmente a criticam, para eles a família real é a realização de um mundo cor-de-rosa”, pontua o professor. Para Morigoni, essa idealização pode ser um dos motivos para os filmes sobre o tema apresentarem imagens tão agradáveis da família real. “A realeza é inatingível, por isso é tão atraente. Elas querem saber como é a vida de sonhos, a vida dos reis e rainhas”, pondera.

Outras produções

Mas o tema escolhido pela Netflix, que não é novidade, nem nas séries, nem nos cinemas, é, para Sérgio Moriconi, um estilo é uma constante nas produções audiovisuais. “Desde o inicio da história do cinema se retratam reis, rainhas e a vida palaciana. É um tema recorrente ao longo a história do cinema, ele sempre existe na televisão”, afirma. E de fato, as produções começam muito próximas da história do cinema, que surge em 1895, na França.

Em 1912, o longa Les amours de la reine Élizabeth, já apresentava um pouco desse mundo fantasiado nas telonas. A rainha Elizabeth I foi alvo de muita admiração, não só pelos seus súditos, mas por todo o mundo. A monarca assumiu uma Inglaterra em ruínas e muitos atribuem a ela o país ter se tornado uma potência. “A rainha Elizabeth I conseguiu uma paz estável, mas ela também incentivou a arte, Shakespeare, por exemplo, surge no período elisabetano. A rainha chegava a ir disfarçada ver suas peças no Globe Theatre, em Londres, como chega a ser retratado em filmes”, detalha o professor.


Ao longo dos anos, diversas produções continuavam a apostar no tema. Outro exemplo, bem mais recente, é a produção A rainha — com Helen Mirren vivendo a monarca — que mostra, de forma menos romantizada, a família real, com foco especial para a rainha Elizabeth II, no período após a morte da princesa Diana. “A família real é muito fechada, apesar disso algumas coisas vazam, como acontecia muito com a princesa Diana”, relembra.


Confira algumas produções que retratam a família real britânica:
A outra
(The Other Boleyn Girl, EUA/Reino Unido, 2008, biografia, 115 min)
Elizabeth: A era de ouro
(Elizabeth: The Golden Age, Reino Unido/ França/ EUA, 2007, biografia, 114 min)
A rainha
(The queen, Reino Unido/EUA/França/Itália, 2006, biografia, 103 min)
Elizabeth
(Reino Unido, 1998, biografia, 124 min)
A Rainha Tirana
(The Virgin Queen, EUA, 1955, romance, 92 min)
Meu reino por um amor
(The Private Lives of Elizabeth and Essex, EUA, 1939, biografia, 106 min)
Fogo sobre a Inglaterra
(Fire Over England, Reino Unido, 1937, romance, 92 min)

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