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Novo DVD de Joelma deve ser lançado em 2017; material mostra volta por cima

'Quando eu decidi seguir carreira solo, coloquei como prioridade minha vida pessoal. Queria ter tempo para ficar mais com meus filhos, minha família e graças a Deus eu estou conseguindo cumprir bem isto', afirmou a cantora

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postado em 22/11/2016 08:57 / atualizado em 22/11/2016 09:12

Adriana Izel

Fabio Nunes/Divulgação

São Paulo – No ano passado, Joelma se tornou assunto ao anunciar sua separação do então marido e companheiro de banda, Ximbinha (até então, com ‘ch’). O fim do casamento resultou ainda no término do grupo Calypso, após 16 anos de carreira investindo no brega pop (também conhecido como calipso), ritmo característico do Norte e Nordeste do país. Porém, todo esse drama e essa polêmica foram deixados no passado. Desde dezembro de 2015, a paraense investe em sua carreira solo. Um dos passos mais ousados nessa nova fase foi a gravação do primeiro DVD, em 9 de novembro na casa noturna Coração Sertanejo, em São Paulo. O álbum deve ser lançado oficialmente em 2017.

 

Avante, como é intitulado o álbum, marca a nova fase da carreira de Joelma, em que a artista resolveu investir em várias facetas de sua personalidade, como a “diva”, a “romântica”, a “religiosa” e a “representante do Pará”. “Como participei ativamente de toda seleção de repertório, eu quis mesclar. Fiz todas as fases, abrangendo todas as Joelmas que existem em mim. Tem a forte, que dá a volta por cima; tem a romântica; a mulher de fé; a alegre; a que dança; a mãe... Fiz até um bloco em que virei DJ”, analisa a cantora ao Correio.

 

A paraense participou de toda a concepção do DVD, que contou com direção de Anselmo Troncoso, diretor conhecido por trabalhar com artistas do sertanejo, como Wesley Safadão, Jorge & Mateus e Matheus & Kauan. “O DVD veio para simbolizar a nova fase, eu fiz do jeito que imaginei, idealizei um sonho”, afirma Joelma. Apesar de a gravação ter sido feita em uma casa noturna sertaneja e com um diretor mais conhecido dentro do universo caipira, Joelma manteve sua essência ao ritmo calipso no DVD, mas com ares mais modernos. “Sempre fui deste ritmo, sempre valorizei o que me faz feliz. Se eu que sou do Norte, não der valor ao som que me fez ser conhecida, por qual outro ritmo seria abraçada? Acho que me reinventar é valido, colocar uma batida pop, dançante, um eletrônico, mas sem perder meu estilo”, defende.

 

Se o sertanejo não influenciou no ritmo, o estilo musical pelo menos teve influência na questão visual e de estrutura do DVD. O palco ganhou o formato de uma bota, que simboliza a carreira de Joelma, e painéis de LED. A gravação contou com 12 câmeras. A banda, em grande parte formada pelos ex-músicos do Calypso (assim como o corpo de balé), foi colocada nas laterais do palco, para que Joelma e sua trupe de dançarinos pudessem roubar a cena, com coreografias, em sua maioria, pensadas pela própria cantora, inclusive, a da faixa Carimbó, penúltima do álbum, em que ela presta uma homenagem ao ritmo de origem indígena. “Musicalmente é a mesma coisa. Lógico que, com o passar do tempo, o artista vai se modernizando, mas a essência é o que existia na Banda Calypso. No entanto, valorizando também um lado romântico (há faixas de composição de Marília Mendonça). Mas tem cabelo jogado, dança... É a Joelma”, garante Anselmo Troncoso.

 

Grande estrela

 

Apesar de dispensar os rótulos de diva, Joelma pode se assemelhar a artistas que levam o título. Mesmo em uma quarta-feira, a artista conseguiu lotar a casa noturna em São Paulo com grande público, formado por fãs paulistas, mas também com admiradores vindos de outros estados brasileiros, que esgotaram os ingressos alguns dias antes da apresentação. Antes de subir ao palco, o público clamava pela cantora ao som de fases como “a melhor cantora do Brasil”, “a rainha voltou” e “Joelma eu te amo”. “Não me considero assim (diva), e nem nuca tive essa pretensão. Fico toda feliz e eles sabem, mas feliz pelo reconhecimento, por incentivar tantos fãs, por trazer alegria a eles. Acho que sou a Joelma e ponto. Não me comparo a nenhuma grande diva e nem me considero, mas eles me consideram. Eu aceito de coração, porque tudo que faço é pensando no meu público”, diz.

 

 

Ao subir ao palco, Joelma começou o show com Força estranha para depois emendar um sucesso do primeiro CD solo, Game over. Ao todo, o material gravado em São Paulo reúne 24 faixas, divididas em cinco blocos, que contaram com trocas de roupa, figurinos luxuosos, coreografias e participações especiais. No repertório estão faixas inéditas, canções de sucesso da Banda Calypso e músicas do mais recente disco de Joelma. Porém, em sua maioria, prevalece a ideia de volta por cima, como em A página virou e Amor novo.

 

Fabio Nunes/Divulgação
As convidadas especiais da noite foram Solange Almeida, da banda Aviões do Forró, e Ivete Sangalo – ambas são amigas de Joelma. “Foi uma escolha pessoal e um convite feito pela própria Joelma. Ela queria que fossem artistas que gostassem dela, a conhecessem e que fossem mulheres. Justamente pelo momento em que ela vive”, explica Anselmo Troncoso. Já Joelma emenda que dizendo que “queria duas pessoas que estivessem na minha frequência de energia, não tinha como não ser”. Solange fez um dueto com Joelma em Mulher não chora, enquanto Ivete fez a participação na inédita Amor novo, que tem tudo para ser a aposta do verão da paraense.

 

Além das amigas, o DVD teve espaço para os três filhos de Joelma, Natalia, Yasmin e Yuri, que fizeram uma participação bastante emocionante e marcaram o momento em que a cantora celebrou sua religiosidade. A família dividiu os vocais na faixa gospel O amor de Deus. “Quando eu decidi seguir carreira solo, coloquei como prioridade minha vida pessoal. Queria ter tempo para ficar mais com meus filhos, minha família e graças a Deus eu estou conseguindo cumprir bem isto”, completa Joelma.

 

A repórter viajou a convite da Universal Music

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