SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

'Elis' e 'A chegada' estão entre as estreias de cinema desta semana

Filmes sobre empoderamentos femininos e masculinos estão no circuito cinematográfico

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 24/11/2016 07:39 / atualizado em 24/11/2016 10:35

Ricardo Daehn

Downtown / Divulgação
 
Empacotar o sonho construído por uma cantora, ao longo de milhares de dias, em duas horas é a proposta do diretor Hugo Prata, na trama de Elis que atravessa os anos 1960, alcançado a década de 1980. Muito comedida é a afabilidade da cantora, bem-composta na interpretação da atriz Andreia Horta, que venceu Kikito de melhor atriz no 44º Festival de Gramado, ocasião em que o longa foi reconhecido pelo público e ainda como detentor da melhor montagem. Até o canto de independência, em cisão com o esquemão das gravadoras, e a percepção plena de que muitos queriam conduzi-la na carreira, o caminho é longo, e vem demarcado pelo entoar de clássicos como Upa, Neguinho e O bêbado e a equilibrista (nunca cantados, de fato, por Andreia Horta).

Clique e confira as sessões de Elis

Da chegada como gaúcha interiorana no Rio de Janeiro, o longa expõe a trajetória de aprendizado de Elis com o bailarino Lennie Dale (Júlio Andrade) e o círculo de amores, em que têm relevância as figuras do produtor Ronaldo Bôscoli e o músico César Camargo Mariano, representados por Gustavo Machado e Caco Ciocler. Apavorada e coagida, Elis também teve retratada, na cinebiografia, um episódio em que se viu obrigada a cantar em evento militar, durante a ditadura.

Com exibição em 244 telas nacionais, Elis aposta em diversas fases da cantora conhecida por Pimentinha, mostrando êxitos como apresentadora de tevê (vencido o concurso na TV Excelsior), o desafio das reinvenções (com o movimento da Jovem Guarda mordendo os calcanhares, por exemplo) e a resistência de ideais libertadores com o canto de Black is beautiful, além da derrocada junto aos excessos de bebida e outras drogas.

Extraterrestres 
Fosse levado em conta apenas o nome do roteirista de A chegada – filme sobre alienígenas que estreia hoje no Brasil –, poucas seriam as expectativas. Afinal, Eric Heisserer, até o momento, tinha respondido por parte do retumbante fracasso de A hora do pesadelo (versão de 2010) e assinado as fitas de terror A coisa, Premonição 5 e Quando as luzes se apagam. Com A chegada, que foi candidato ao Leão de Ouro (Festival de Veneza), o retrato é outro: o diretor é o canadense Denis Villeneuve que já filma Blade Runner 2049, baseado no texto de Philip K. Dick.

Clique e confira as sessões de A chegada

Nome quente da indústria de cinema, Villeneuve concorreu ao prêmio Palma de Ouro (de Cannes), com Sicário: Terra de ninguém (2015), e ao Oscar de filme estrangeiro, por Incêndios (2010). Com orçamento de US$ 45 milhões, fez de A chegada um sério candidato a novo clássico, contando com elenco estelar: Amy Adams (de Encantada e Dúvida), Jeremy Renner (o Gavião-Arqueiro de Os Vingadores) e Forest Whitaker (O último rei da Escócia). Pela ordem, ela interpreta a linguista Louise Banks, cujos conhecimentos se completam com os do físico Ian Donnelly e ambos são recrutados para delicada missão supervisionada pelo Coronel Weber.

Tripulantes
Contando com recursos visuais impressionantes, o diretor coloca os personagens na linha de frente para a comunicação com alguns dos tripulantes da dúzia de longilíneas aeronaves de 450 metros de altura que despontam na Terra. Acostumada ao campo da tradução, em que chega a fazer referências à origem da língua portuguesa, Louise Banks, para além da adequação à pouca gravidade, tem que se adaptar a novos conceitos científicos embutidos na missão com os desconhecidos seres sustentados por sete pés e que habitam uma nave ancorada em Montana (Estados Unidos).

Memória e ordenação do tempo adulteradas, um general chinês disposto ao combate com os invasores, instabilidade na Terra, com saques e racionamento, além da adoção de inesperadas estratégias de comunicação povoam A chegada, crivado de elementos de suspense de filmes anteriores de Denis Villeneuve, como O homem duplicado (baseado em José Saramago) e Os suspeitos (com Jake Gyllenhaal).

Tom Cruise 
Em Jack Reacher: sem retorno, o protagonista precisa enfrentar uma aparente conspiração quando é acusado de um homicídio que não cometeu e precisa fugir do exército, da polícia e do FBI. Tom Cruise volta a assumir o papel do oficial e Cobie Smulders (Os vingadores) interpreta a major Susan Turner, interesse amoroso e também fugitiva.

Clique e confira as sessões de Jack Reacher: Sem retorno

A trama se inicia quando Jack Reacher volta ao seu antigo quartel-general e procura a major Susan Turner, com quem tem um interesse romântico. Ao chegar, ele descobre que Turner foi presa acusada de ter vazado informações confidenciais. Ao mesmo tempo, fica ciente de que também que é acusado de um homicídio supostamente cometido há 16 anos e que tem uma filha, uma garota de 15 anos, cuja a mãe quer que Reacher assuma obrigações financeiras.

O segundo filme da franquia já estreou nos Estados Unidos e arrecadou mais de U$ 136 milhões na bilheteria mundial, chegando ao Brasil apenas hoje. Assim como o protagonista, Cobie Smulders se arriscou e fez todas as cenas de ação, dispensando os dublês. “Eu fiz todas as cenas mesmo! Foi muito legal aprender novas habilidades”, disse a atriz, em entrevista para a revista People.

Os filmes são baseados nos livros escritos por Lee Child. A diferença entre o número de produções para os cinemas e para as estantes ainda é grande. Com apenas dois longas nas telonas, a série de livros chegou a sua 21ª edição este mês, nos Estados Unidos e conta com lançamentos anuais desde 1997. (Gabriel Shinohara)

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade