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Célia Porto faz show de música popular e rock no Clube do Choro

Apresentação contará com intervenção da poeta Noélia Ribeiro

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postado em 28/11/2016 07:30

 

Karllynhos/Divulgação
 

 

Depois do envolvimento com o musical I’ll be there, em homenagem a Michael Jackson, do qual participou da produção e do elenco, Célia Porto está de volta à cena. Hoje, às 21h, ela ocupa o palco do Espaço Cultural do Choro com o show Petite saison, em que tem a companhia do trio formado por Rênio Quintas (teclados e direção musical e arranjos), Alexandre Macarrão (contrabaixo acústico) e Pedrinho Augusto (bateria).

“Esse espetáculo, aconchegante e acolhedor, me permite passear por um repertório que convida o público a viver momentos de alegria e vibração, com canções da música popular brasileira e do pop rock nacional; e a intervenção poética de Noélia Ribeiro, que vai recitar poemas do livro Escalafobética”, anuncia Célia.

Com carreira iniciada há 20 anos, ela teve como referência na cidade cantoras como Rosa Passos, Cássia Eller e Zélia Duncan, que são de uma geração anterior; assim como as bandas de rock, para as quais tinha também olhos e ouvidos atentos. Mas sua ligação maior era com os modernos menestreis do mítico grupo Liga Tripa.

Alguns dos integrantes dessa trupe têm músicas gravadas por Célia, entre os quais Aldo Justo, Nonato Veras, Sérgio Duboc. “São compositores com quem tenho convivido ao longo das duas últimas décadas e da obra dos quais trouxe para os meus quatro discos, para o meu repertório de pérolas do cancioneiro brasiliense”, destaca.

No roteiro do Petite saison a cantora reuniu Juruti, “esse clássico que Aldo Justo compôs com o saudoso poeta Paulo Tovar”, Estrela da terra, de Aldo e Nonato Veras; Samba da bandeira, só de Nonato; e Samba da Rua 8, de Sérgio Duboc e Vicente Sá”; além de Planeta umbigo (Rênio Quintas), De Deus (Bené Fonteles), A paz (Gilberto Gil e João Donato), It1s a long way (Caetano Veloso), Para ver as meninas (Paulinho da Viola), Curumim (Djavan) e Riacho de areia, do folclore do Vale do Jequitinhonha (MG).

Célia vai ainda reverenciar Renato Russo, o líder da Legião Urbana, que morreu há 20 anos.
Músicas do álbum Célia Porto canta Legião Urbana, o segundo CD lançado em 1997, entre as quais Eduardo e Mônica, Ibduis e Vento no litoral, vão ser ouvidas pela plateia. “Curiosamente, não tinha relação de amizade com o Renato, enquanto ele morou em Brasília. Ele era amigo do Rênio. A primeira vez que conversei com e ele foi em julho de 1996, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Eu era finalista na categoria revelação, pelo meu disco de estreia; e ele concorria com o The Stone Wall Revolution”, lembra.

Um dia depois a cantora e Rênio foram até o apartamento do cantor, na Rua Nascimento e Silva, em Ipanema, para levar o CD de estreia. “Nesse disco, eu havia gravado Boomerangue blues. Aproveitei para falar do projeto de um segundo disco, só com músicas da Legião e tive a aprovação do Renato. Infelizmente, ele não chegou ouvi-lo depois de finalizado, pois já havia morrido”, recorda-se.


Na recém-lançada caixa Renato Russo – Obra Completa, com cinco álbuns solos do artista, num deles é o Duetos, em que uma das faixas traz a montagem com Renato Russo e Célia Porto interpretando Come fa un’onda, versão em italiano para Como uma onda, a consagrada canção de Lulu Santos e Nelson Motta.

Celia Porto

Show da cantora e trio, com direção musical de Rênio Quintas, pelo projeto Prata da Casa, no Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3224-0599.

"Falei do projeto de um segundo disco, só com músicas da Legião e tive a aprovação do Renato. Infelizmente, ele não chegou ouvi-lo depois de finalizado, pois já havia morrido"

Célia Porto, cantora

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ednilson
ednilson - 28 de Novembro às 10:42
Outro ""uber talento brasiliense que não "estourou", e de quem os da seara cultural parecem não se lembrar mais é a linda morena Elisa Alves. Boatou-se que foi morar em Vila Velha - E.S. Alguém para resgatar essa peça da memória cultural candanga.

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