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Crítica: Em novo álbum, 24K magic, Bruno Mars traz nostalgia dos anos 1990

Com muitas influências dos anos 1990, 24K magic pode ser tanto um tiro no pé, como um acerto, a depender do ponto de vista

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postado em 29/11/2016 07:30

Adriana Izel

AFP / Emmanuel DUNAND

Nos últimos quatro anos, Bruno Mars mudou completamente. O criador de hits chicletes, como Locked out of heaven e When I was your man, deu lugar ao artista que aposta em batidas dançantes (saídas diretamente dos anos 1980 e 1990) e canções facilmente coreografadas, a exemplo do sucesso Uptown funk, gravado em parceria com o produtor Mark Ronson.

A impressão que fica é que durante esses quatro anos desde o lançamento de Unorthodox jukebox, Bruno Mars foi em busca de outras referências, que o levassem a seguir o caminho que lhe foi proposto há anos — ser o “novo Michael Jackson” —  e mantivessem a boa repercussão de Uptown funk. Em 24K magic, Bruno Mars faz um R&B com ares de anos 1990 e é impossível não lembrar MJ em faixas como Versace on the floor e Calling all my lovelies, mesmo que o cantor não consiga atingir a qualidade do Rei do Pop.



Com muitas influências dos anos 1990, 24K magic pode ser tanto um tiro no pé, como um acerto, a depender do ponto de vista. A produção pode desagradar os fãs, que sentirão falta dos hits, mas deve fazer com que Bruno Mars conquiste novos admiradores, principalmente, aqueles que acham que o bom R&B ficou no passado. É um tributo ao ritmo do passado. Se 24k magic, Chunky e That’s what I like tivessem sido lançadas há 20 anos, elas com certeza embalariam bailinhos, porém é difícil imaginá-las nas festas de hoje em dia.

Falta inovação
E é aí que Bruno Mars se perde. Ao deixar de lado a inovação, a impressão que se tem é de que tudo aquilo já foi escutado antes. O que tem se tornado um problema para o cantor, que foi acusado pelo menos duas vezes de plágio em Uptown funk, entre elas, uma bastante pertinente pelo grupo americano Collage, que acusa o artista e Ronson por copiarem a abertura de Young girls.

Não é que 24K magic seja um álbum ruim, não é. Há músicas bastante interessantes, como a própria faixa título, Chunky, That’s what I like, Straight up & down e Too good to say goodbye, e mostram o esforço de Mars para resgatar um R&B do passado. No entanto, para um artista que se sustentou sempre com novidades e hits, 24K magic é um risco (e tanto).

24K Magic
De Bruno Mars. Atlantic Records, 9 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

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