Clube do Choro celebra quatro décadas de existência

Detentor do título de patrimônio imaterial do DF, o espaço continua com sua programação sempre diversa na capital

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postado em 07/01/2017 07:35

 

 

O Clube do Choro, detentor do título de patrimônio imaterial do Distrito Federal, celebra em 2017 quatro décadas de existência, com programação variada e bem abrangente. Diferentemente de anos anteriores, nesta temporada serão desenvolvidos três projetos.

A partir da primeira quinzena de março, semanalmente o público poderá assistir no Espaço Cultural do Choro a shows aos projetos 40 Anos do Clube do Choro, às quintas e sextas-feiras; Clube do Choro Convida, às terças e quartas-feiras; e Prata da Casa, às segundas-feiras e aos sábados. O horário das 21h será mantido.

Em agosto último, Henrique Santos Filho, o Reco do Bandolim, presidente do Clube do Choro, entrou com a documentação no Ministério da Cultura visando a aprovação dos projetos. Agora, aguarda a autorização do órgão para captar recursos junto a empresas públicas e privadas, por meio da Lei Rouanet, que estimula o patrocínio de eventos culturais, com a utilização do incentivo fiscal.

“O (projeto) 40 Anos do Clube do Choro vai abrir espaço para os grandes instrumentistas brasileiros revisitarem a obra de homenageados em projetos anteriores, como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Ernesto Nazareth, Radamés Gnatalli e Chiquinha Gonzaga”, adianta Reco do Bandolim. “Já o Clube do Choro Convida inova, ao trazer para apresentações cantores e cantoras representativos da MPB. No Prata da Casa, os artistas da cidade continuarão tendo destaque”, acrescenta.

Na temporada de 2016, com a perda de patrocínio, o Clube do Choro conviveu com dificuldades. Para manter-se em funcionamento, a instituição teve que buscar outras alternativas. Isso refletiu na programação do projeto Tributo a Paulinho da Viola, no qual houve predominância de shows com instrumentistas brasilienses.

“Temos uma responsabilidade imensa com o público e isso nos levou a manter a programação durante todo o ano. Trouxemos alguns nomes consagrados como como Paulinho da Viola, Moraes Moreira e Renato Borghetti, mas o projeto se valeu mesmo foi de músicos da cidade, o que acabou resultando num ganho”, destaca Reco. “Eles tiveram oportunidade para mostrar o trabalho que vêm realizando e foram bem prestigiados. Raro foi o show que não contou com plateias expressivas”, complementa.

“Em 2016, foram apresentados algo em torno de 150 shows, com a participação de, aproximadamente, 600 artistas. A média de público por show foi de 250 pessoas”, enumera.

 

 

 

 

 

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