Brasilienses contam como gostariam de curtir o carnaval na cidade

O carnaval de Brasília cresceu, mas surgiram também problemas na época de desfiles. Diante disso, o Diversão & Arte foi às ruas saber: "Que bloco eu quero para mim?"

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postado em 29/01/2017 07:30 / atualizado em 03/02/2017 13:25

Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press

O carnaval brasiliense ocupou as ruas de vez! O surgimento de blocos traz os mais variados temas e músicas —  das tradicionais marchinhas ao rock. Os grupos carnavalescos passaram a atrair um público cada vez maior. Com o crescimento exponencial da folia, alguns problemas ficaram mais latentes, como a violência, falta de estrutura, acessibilidade, atendimento médico e o acúmulo de lixo nas quadras e vias.

Este ano, novos blocos desfilarão antes, durante e depois do período carnavalesco (de 25 a 28 de fevereiro).  Diante disso, ficam algumas perguntas: Como seria o seu bloco ideal? Aquele que bomba, lota? Ou o que é mais tranquilo, descolado?



David Murad, um dos fundadores do Babydoll de Nylon, que, em 2016, reuniu quase 70 mil pessoas em um único dia na Praça do Cruzeiro, garante que a quantidade de pessoas não é um problema. “Quero um bloco de carnaval em que eu me sinta entre amigos. Sabe aquela sensação de que você pode ser quem você é, pode brincar sem se preocupar, sabendo que está em segurança e na companhia de quem gosta de você? Acho que quando a galera toda está na mesma sintonia, curtindo da mesma forma, esse tipo de coisa acontece e a diversão é inigualável”, diz.

Já o bloco ideal para Wilson Veleci, um dos coordenadores do Pacotão, um dos mais antigos e tradicionais de Brasília, é aquele que aproveita a folia para criticar as mazelas políticas do país com muita irreverência. “Precisa ser um bloco de rua em que as pessoas possam criar, fazer críticas, levar cartazes. O bom do Pacotão é que o povo vai lá também para se manifestar.”

Estrutura

Fora do Plano Piloto, as reivindicações de quem pretende brincar o carnaval em 2017 não são muito diferentes. O coordenador do bloco Menino de Ceilândia, Ailton Velez, bate na mesma tecla que a maioria dos foliões entrevistados. De acordo com ele, é necessário que essas reuniões festivas ofereçam segurança, banheiro, ambulância para uma eventualidade. Enfim, uma infraestrutura para as pessoas entrarem e saírem tranquilas.

Mas quem arca com todos esses custos? Com o governo local atravessando uma grave crise financeira, a liberação de verba pública diminuiu muito em relação a anos anteriores. Muitos dos blocos, então, recorrem à iniciativa privada, incluindo patrocínios, além das festas de pré-carnaval e até financiamento coletivo na internet.

O coletivo Criolina está indo para o sexto ano com o Aparelhinho. É um bloco alternativo, em que um carrinho com caixas de som e equipamentos de DJ é empurrado pelos próprios foliões no Setor Bancário Sul, e começou com a ajuda financeira de amigos. Nas edições seguintes, contou com patrocínios e campanhas de crowdfunding. Este ano, o grupo também fará uma festa, no próximo dia 4, para ajudar a colocar o bloco na rua.

Rafael Ops, um dos integrantes do Criolina, ressalta como seria um bloco ideal. “Quero um bloco amoroso, sorridente e tolerante. Que ofusque o ódio, que alivie a dor, que mande a tristeza embora. Quero um bloco que não faça distinção de raça, sexo ou idade. Que seja um brinde à loucura, à liberdade, à vida. Um bloco que devolva a rua ao povo e que dê cor à cidade. Quero um bloco que deixe a vida mais gostosa”, conclui.

*Estagiária sob a supervisão de Igor Silveira

// Escolha o seu: 

>> Aparelhinho
O que toca: Uma salada musical
Quando sai: 27/2 (segunda-feira), às 15h
Onde sai: Setor Bancário Sul
Número de pessoas em 2016: 10 mil

>> Babydoll de Nylon
O que toca:  Axé  dos anos 1990 e breguices em geral
Quando sai: 25/2 (sábado)
Onde sai: Praça do Cruzeiro
Número de pessoas em 2016: 70 mil

>> Suvaco de asa
O que toca: Frevos, marchinhas e músicas pernambucanas
Quando sai: 11/2 (sábado),  a partir das 10h
Onde sai: No Eixo Monumental, em frente a Funarte
Número de pessoas em 2016: 40 mil

>> Mamãe Taguá - Taguatinga
O que toca: marchinha, frevo e músicas populares de carnaval
Quando sai: 25/2 (sábado) e 27/2 (segunda) às 17h
Onde sai: local a definir. Será ou na praça do DI ou no Taguaparque estão negociando com o governo
Número de pessoas em 2016: 5 mil

>> Desodorante de Asa — Cruzeiro
O que toca: Axé, frevo e bateria de escola de samba
Quando sai: 18/2 (sábado) às 9h baile desodorante infantil e 13h bloco para adultos
Onde sai: Quadra 10, ao lado do quiosque da Coborna, na entrada de cima do Cruzeiro
Número de pessoas em 2016: 10 mil

>> Bloco Menino de Ceilândia
O que toca: Frevo
Quando sai: 26/2 (domingo) e 28/2 (terça) às 14h
Onde sai: CNNI Ceilândia Centro
Número de pessoas em 2016: 10 mil

>> Pacotão
O que toca: Marchinhas com críticas, principalmente políticas. Músicas de deboche
Quando sai: 26/02 (domingo) 28/02 (terça) a começa concentração às 11h e o bloco sai 16h
Onde sai: 302 norte
Número de pessoas em 2016: 15 mil
O que vocês estão preparando para este ano?

Qual é o melhor de Brasília?
Agora não tem mais jeito: o carnaval é nosso! O brasiliense se apropriou, de vez, da festa do momo. Toma as ruas da cidade, dança, beija, traveste-se do que bem entende. Segue o trio, cai no samba, no axé, nas marchinhas e — quem diria — na música eletrônica. Senhor dos festejos, nada mais justo que vista a fantasia de juiz e eleja o melhor bloco de 2017. O Correio Braziliense formará uma comissão julgadora e contará também com uma enquete popular para entregar um troféu aos quatro escolhidos. Para votar, entre no site www.correiobraziliense.com.br e participe. Que vençam os mais animados!
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