Documentário 'Sepultura endurance' chega às telas na quarta-feira

Documentário que estreia nesta semana exalta história da banda de rock Sepultura, há 30 anos na estrada

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postado em 13/06/2017 07:30

 Arquivo Pessoal
 

Formada em Belo Horizonte, a banda Sepultura conseguiu, a duras penas, alcançar o status de ícone não apenas no Brasil, mas no mundo. Foi difícil provar, no país do samba e do carnaval, que uma música mais pesada também tinha valor.



Dividida entre dias gloriosos e momentos de luta (como a saída dos irmãos Max e Iggor Cavalera), essa história é contada pelo diretor paulista Otavio Juliano (de A árvore da música, de 2008) no documentário Sepultura endurance, que teve estreia mundial no The Regent, em Los Angeles, no dia 21 de maio, e chega ao público brasileiro na próxima quarta-feira, em sessões especiais. Um dia depois, o filme entra em circuito comercial.

O longa-metragem foi filmado por quase sete anos dentro das premissas do cinema verdade, quando o cineasta procurar reproduzir a realidade, sem interferências ou subjetividade. Otavio procurou se afastar do papel de fã e assumir o de "mosca na parede". Durante o processo, o paulista teve uma amostra dos percalços pelos quais até hoje a banda passa para se manter entre as maiores do rock.




Não é preciso voltar ao passado. Quando lançou o filme em Los Angeles, o diretor deixou mudas as cenas em que as composições dos irmãos Cavalera apareciam. Isso porque Max e Iggor (hoje, o Cavalera Conspirancy) proibiram que faixas como Roots bloody roots e Attitude, que figuram entre as mais famosas da banda fizessem parte da produção. Procurados pela reportagem, eles não comentaram o caso.

"E vivemos outras dificuldades, como a captação de recursos através de leis de incentivo. Praticamente só tivemos um patrocinador, que apareceu perto da finalização do filme. O Sepultura ainda sofre por ser uma banda de metal pesado, apesar do inquestionável sucesso no exterior", diz. "O Andreas Kisser já tinha me alertado que tudo sempre foi muito difícil para eles e que, por isso, não tinha pressa em lançar o documentário", conta.

Tríade
Com quase 800 horas de material, o diretor equacionou as cenas na tríade shows, bastidores e conflitos internos. A apresentação que marcou os 30 anos do grupo, no ano passado, em São Paulo, pautam parte da narrativa do documentário. "A partir desse show pode-se entender a potência da banda", adianta. De maneira muito próxima, Otavio Juliano viu nascerem os álbuns Machine Messiah (2017) e The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013). Cenas a que, até então, o público não tinha acesso, mesmo em tempos de superexposição em redes sociais.

Há também depoimentos de Lars Ulrich, do Metallica, David Ellefson, do Megadeth, Phil Campbell, do Motorhead, Scott Ian, do Anthrax, Corey Taylor, do Slipknot, entre outros. Todos concordam que o rock mundial não seria o mesmo sem o Sepultura.

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