Festival Internacional Nación Pachamama chega à sexta edição

'Desde todas as vozes, liberando a unidade ecossocialista' é o tema central do encontro

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postado em 15/06/2017 07:30 / atualizado em 14/06/2017 20:06

Festival Pachamama/Divulgação

Criado a partir da ideia de unir diferentes vozes e nações ao redor do objetivo em comum de transformar o próprio planeta, o Festival Internacional Nación Pachamama chega a sua sexta edição. Para incentivar a reflexão e o debate acerca de alternativas para o desenvolvimento global, o movimento escolheu como tema central do encontro: “Desde todas as vozes, liberando a unidade ecossocialista”. Na programação do Festival estão previstas rodas de conversas, apresentações musicais e teatrais, meditações, palestras, danças e rituais.


A Nación Pachamama (Mãe Terra) surgiu em 2012, buscando se conectar com vários povos e jeitos diferentes de ser e de estar no mundo, todos eles ligados à terra e à espiritualidade. Na lista dos convidados, representantes de diferentes estados do Brasil, além de países como Peru, Argentina e Uruguai. Entre artistas, professores, líderes indígenas e escritores, o festival busca disseminar a ideia de aprendizado a partir de tradições de diferentes regiões do mundo. O ator e ativista Chuflete Molina é um dos coordenadores do projeto e conta que a ideia é unir diferentes vozes e lutas em busca de um objetivo comum. “É preciso repensar nosso modo de consumir, produzir e estar no mundo, enxergando o planeta como um ser vivo”, afirma o coordenador.

O resgate da relação entre homem e natureza, criando novas formas ecológicas de produção, é um dos pontos de destaque do encontro. “Estamos num momento de emergência global. Basta olhar como está a situação da água em nossa cidade e outras cidades do Brasil. Então, se o Brasil, que é um dos países com mais recursos hídricos do mundo, está passando por racionamento, o que estamos fazendo com nosso planeta?”, questiona Molina.

A ideia é, não só dialogar, mas trocar olhares, manifestações artísticas e tradições. No domingo, por exemplo, o Pachamama promove o Inti Raymi, a festa do Sol, que é celebrada em toda a América Latina e que chega com o objetivo de resgatar no Brasil um senso de unidade e pertencimento à região. Os convidados foram escolhidos a partir do tema geral, que é Desde todas as vozes, e muito a partir do que têm contribuído com suas vidas e lutas para dar voz aos que não tem. Entre os convidados brasilienses está a poeta Cristiane Sobral, que leva uma performance intitulada O brado negro: sagrada esperança, reflexo de toda uma vida de luta e poesia. Marina Mara e Jul Pagul completam a  roda de poéticas femininas.
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