'A nova cena' mostra as bandas do atual cenário de rock brasiliense

O documentário foi criado por quatro estudantes de cinema e ainda não tem previsão de lançamento

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postado em 10/07/2017 08:46 / atualizado em 10/07/2017 09:22

A nova cena/Divulgação

A paixão pelo rock brasiliense motivou os amigos e estudantes de cinema Gabriela Cardoso (roteirista e codiretora), Jéssica Cardoso (assistente de fotografia), Daniel Noronha (montagem e direção de fotografia) e Gabriel Menezes (codiretor e produtor) a se aprofundarem nesse assunto e criarem o documentário A nova cena. O filme, que ainda não tem previsão de lançamento, ganhou destaque em 27 de junho quando o quarteto divulgou o trailer oficial nas redes sociais e também o lançou durante o festival Na Rota do Rock Fest. O vídeo atingiu mais de 25 mil visualizações, sendo compartilhado por bandas como Scalene e Alarmes, que fazem parte do filme.

A boa repercussão surpreendeu os responsáveis pelo documentário e deram ainda mais incentivo para que o quarteto montasse uma pré-estreia e pensasse até em inscrever o material em festivais brasileiros. A grande intenção dos idealizadores do longa-metragem ao criar A nova cena foi celebrar e apresentar o cenário roqueiro brasiliense do período de 2008 a 2016. “É uma forma de celebrar o que está acontecendo agora e trazer de volta o olhar ao rock de Brasília”, comenta Gabriela Cardoso, fazendo uma referência a marca roqueira da cidade criada nos anos 1980 e que retornou com o destaque da banda Scalene após participar do reality show musical Superstar.
 
 
 
Para determinar a nova cena roqueira de Brasília, o quarteto fez um levantamento levando em consideração o período de 2008 a 2016 analisando a relevância e a atividade das bandas. “Fomos separando por relevância e quem estava mais ativo, promovendo os próprios eventos e fazendo a cena rodar”, comenta Gabriela. No primeiro levantamento, os jovens chegaram a 50 bandas, que foram reduzidas para 15. Além das bandas, o grupo quis mostrar os bastidores entrevistando ainda produtores, fotógrafos e pessoas envolvidas na parte mais técnica do cenário até chegar ao número de 18 entrevistados. “Também quisemos explorar essa questão por trás dos palcos. Todo esse “corre” que essa galera tem para promover um show”, afirma Daniel Noronha.
 

Análise do cenário

Durante o período de gravação do filme, que já está pronto, os jovens foram capazes de analisar a atual cena do rock brasiliense. Os principais aprendizados do quarteto apontam uma cena unida, com muitas ramificações em relação a vertentes (rock mais comercial, hardcore e metal, por exemplo) e que sofre com a falta de espaços para shows, já que muitas casas dedicadas ao ritmo fecharam ou não dão tanto espaço para a cena mais autoral no DF.
 
A nova cena/Divulgação
 
 
“O mais forte que aprendemos foi que tem muita coisa acontecendo que a gente nem imagina. Até quem está inserido na cena não tem noção do quão grande é. É até difícil entendê-la por completo. Também percebi que a questão da união é o que permite o está acontecendo hoje, tem muita gente focada para isso acontecer”, completa Gabriela Cardoso.

Com o documentário finalizado os estudantes já pensam em um outro produto parecido. Mas, dessa vez, a intenção seria abordar aspectos diferentes do cenário roqueiro atual, como a falta de mulheres e de negros. “Percebemos que a cena, em geral, é formada por homens brancos e heterossexuais. Queríamos falar sobre as minorias”, adianta Gabriela.
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