No CCBB, Buster no Brasil tem animações e filmes destinados aos pequenos

Com 50 sessões, festival de filmes Buster no Brasil - Cinema Infantojuvenil, originado de evento dinamarquês, tem por objetivo a formação de jovens espectadores

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postado em 12/07/2017 06:00 / atualizado em 12/07/2017 09:45

Græsted Film/Divulgação
 
A imersão completa num mundo repleto de animações e aventuras cinematográficas, destinada ao entretenimento dos pequenos espectadores, propiciada pela mostra Buster no Brasil — Cinema Infantojuvenil, no CCBB, traz desdobramentos – para além das sessões de cinema. Com a Oficina para crianças, sem custo (mediante inscrições pelo e-mail oficinabuster@gmail.com), amanhã, jovens entre 9 e 14 anos terão acesso aos bastidores da elaboração de um filme, a partir das noções de Desenho de som.
 
Antes da turnê mundial do musical de sucesso O labirinto sem fim, o compositor dinamarquês Mathias Munch estará em Brasília para ensinar as crianças a trabalhar com música e efeitos sonoros (a aula será das 10h às 12h).
 
 
Entre debates e oficinas, a mostra extraída, em parte, do Festival Internacional de Cinema de Copenhague para Crianças e Jovens, se estende até 30 de julho, com revezamento de 36 produções, entre 50 sessões. Para se ter ideia da dimensão, basta um dado fornecido por Nikolai Schulz, o curador do evento: no festival internacional CPH PIX (de onde brota a programação), para futura seleção, 65 mil filmes estão inscritos.
 
 

Entre os títulos apresentados no CCBB, sob apoio do Instituto Cultural da Dinamarca, há curiosidades como a versão europeia para o longa Amazônia (de Thierry Ragobert), desprovida de diálogos e inédita no Brasil; outra pitada regional para o Buster está no nacional Peixonauta — O filme (2017).

Hoje, a programação (com ingresso a preço único, R$ 5) de filmes contemplará O reino do rei Pena (às 14h30), Amazônia (às 16h30) e, às 18h30, Skymaster. O primeiro, premiado em festivais internacionais do segmento, tem produção sueca, mas foi dirigido pelo dinamarquês Esben Toft Jacobsen, em 2014.
 
Na trama, o coelho Johan até está conformado pela habitação, por toda a vida, em alto-mar. A passividade, entretanto, vai pelos ares quando, no rádio do navio, Johan colhe pista do desaparecimento da mãe que ele não conheceu. Noutra versão, Amazônia, projetado no Brasil em 2014, mostra a mudança de vida do solitário macaco Castanha que, involuntariamente, deixa o cativeiro para se ajustar à floresta.

Outra atração de hoje, Skymaster valoriza a música no cotidiano do menino Kalle que, aos 10 anos, se vê animado pela chegada da nova irmãzinha. Após o nascimento, as coisas se complicam, pois a menina tem uma formação diversa no corpo.

Buster no Brasil — Cinema Infantojuvenil
CCBB (SCES Tr. 2, Lt. 22; 3108-7600). Até 30 de julho. Hoje, às 14h30, O reino do rei Pena (para maiores de 8 anos); às 16h30, Amazônia (para maiores de 6 anos) e, às 18h30, Skymaster (para maiores de 8 anos). Ingressos: R$ 5 (preço único).

Comunicação imediata

A quebra de narrativas estruturadas em diálogos é um dos traços percebidos em Buster no Brasil. Para espectadores com idade próxima a 3 anos, uma série de atrações foi escolhida pelos curadores. A diretora alemã Julia Ocker, por exemplo, comparece com os curtas Crocodilo, em que o bichano percebe que tem braços curtos demais para comer pretzels e Vaca, em que uma sonhadora vaca vê as manchas desaparecerem, depois de um sonho em que esteve alada. Já em Polvo, Julia Ocker mostra um bolo feito pelo protagonista que conta com um tentáculo desobediente. A exemplo de Fantasia (da Disney), com músicas de Bach e Beethoven, animais povoam 13 episódios da série Jazzoo (concentrada em 30 minutos), do sueco Adam Marko-Nord. A série de tevê Kiwi & Strit, indicada para público de 4 anos, terá oito episódios mostrados no CCBB, amanhã, às 15h.
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