Bruce Gomlevsky volta a viver Renato Russo em musical no Museu da República

Espetáculo, que já foi assistido por mais de 200 mil pessoas, tem encenação neste sábado em Brasília

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postado em 22/07/2017 07:20

Ana Morena/Divulgação

Renato Russo – O musical
percorreu 40 cidades brasileiras, foi assistido por público superior a 200 mil pessoas, em quase 400 apresentações, mas, pela primeira vez, será encenado em espaço aberto e gratuitamente. Neste sábado (22/7), às 19h, o espetáculo, protagonizado pelo ator e cantor Bruce Gomlevsky, ocupa o palco instalado na área externa do Museu Nacional da República.


A peça faz tanto sucesso entre os brasilienses que já esteve em cartaz aqui na cidade por quatro vezes. Na estreia da turnê nacional, em 2007, cumpriu temporada de três meses, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. Um ano depois foi vista na Sala Villa-Lobos. Já em 2010 e no ano passado esteve em cartaz no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Para Bruce, o que move o espetáculo é a força de Renato e o seu legado, à frente da Legião Urbana. Ainda de acordo com ele, “cada verso do poeta continua atual e causa comoção e emociona as pessoas de diferentes gerações. Isso tenho constatado em cada cessão do musical, que já está em cartaz há 10 anos”.

Com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Mauro Mendonça Filho, o musical traz no roteiro 22 canções, executadas ao vivo pela banda Arte Profana. Os músicos são os mesmos da formação original: Ziel de Castro (guitarra), Maninho Bass (baixo), Juba Califórnia (teclado) e Marcos Vinni (bateria). A direção musical é de Marcelo Alonso Neves. Wagner Pinto é responsável pela iluminação; Bell Lobo e Bob Neri assinam a cenografia, enquanto Jeane Figueiredo é autora do figurino utilizado por Bruce.

Renato Russo — O Musical
Espetáculo com Bruce Gomlevsky, dirigido por Mauro Mendonça Filho, sábado (22), às 19h, na área externa do Museu Nacional da República. Entrada franca. Não recomendado para menores de 14 anos.

Entrevista / Bruce Gomlevsky

Antes do musical, qual era sua relação com a obra de Renato Russo?

Cresci ouvindo as músicas do Renato. Estou com 43 anos e pertenço à geração que foi embalada pelo rock brasileiro. Curti muito Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Titãs e, claro, a Legião Urbana. Sempre fui fã do Renato e da Legião.

Qual foi o processo para a criação do personagem, que você viria protagonizar nesse espetáculo?

Eu me aprofundei ainda mais na audição dos discos da Legião, li O trovador solitário, biografia escrita pelo jornalista Arthur Dapieve, fiz outras pesquisas e conversei com os familiares do Renato. Quis estar bem preparado para dar vida a esse personagem tão importante não só do rock nacional, como também da música popular brasileira.

Há colaboração sua no texto escrito para a peça por Daniela Pereira de Carvalho?

Quando decidi fazer o musical, a convidei para escrever o texto e enquanto, ao longo de dois anos, ela criava o roteiro, ia conversando com ela, passando algumas informações. Mas o texto final é dela. A escolha do Mauro Mendonça Filho para dirigir o espetáculo foi minha; assim como a dos músicos que formam a banda Arte Profana.

A família do Renato, ao ser consultada, aprovou o projeto de imediato?
Uma das minhas primeiras ações, antes de, efetivamente, dar início ao projeto, foi entrar em contato com a família do Renato. Antes, gravei Pais e filhos, numa versão de voz e violão, fiz fotos caracterizado de Renato e enviei para a Carmem Teresa. A aprovação demorou pouco.

Houve dificuldade para fazer a caracterização e adequar sua voz ao timbre do Renato?

Antes de qualquer coisa, sou um ator. Na busca da caracterização, quis que o personagem tivesse a essência, a alma do Renato e, para tanto, foi fundamental assimilar ao máximo a voz e os trejeitos dele, mas fugindo da imitação.

A peça ficou na estrada durante cinco anos e em seguida houve uma interrupção da turnê. Por que decidiu retomá-la no ano passado?

Durante os cinco anos que estivemos em cartaz, além de sermos assistidos por públicos expressivos em cidades de quase todas as regiões do país, observamos que na plateia havia fãs do Renato de várias gerações. Como passei a ter outros compromissos em minha agenda, como novelas e outros espetáculos teatrais, precisei dar um tempo com o musical. Retomamos em 2016, quando da passagem dos 20 anos da morte do Renato, e estivemos novamente Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O sucesso foi o mesmo. Ultimamente, cumpri nova temporada de três meses no Rio e agora estamos chegando a Brasília, para a primeira apresentação gratuita e num espaço aberto. Acredito que vai ser algo muito bonito, até porque, com certeza, haverá participação dos fãs do Renato, cantando as músicas em coro.

Desde o início da criação do musical, houve a preocupação de fazer a estreia em 11 de outubro de 2006, data da passagem dos 10 anos da morte do Renato?

Como foi dito antes, trabalhamos durante dois anos para produzir o espetáculo, sempre tendo como referência essa data. Naquele dia estreamos no teatro do Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, onde cumprimos temporada de sucesso por três meses. Logo em seguida viemos para Brasília, onde ficamos durante igual período em cartas no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil, com lotação esgotada o tempo todo.
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