Bienal Brasileira do Design Gráfico traz o melhor da produção nacional

O evento será realizado pela primeira vez em Brasília

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postado em 29/07/2017 07:31

Reprodução
O design mudou bastante nos últimos 25 anos, assim como a relação do homem com as tecnologias. As novas ferramentas de comunicação e produção de conteúdo enterraram linguagens e fertilizaram o solo para o nascimento de novas categorias. Passear pela exposição da 12ª Bienal Brasileira do Design Gráfico, que começa na próxima sexta-feira na Caixa Cultural, é uma maneira de também compreender a evolução da área na virada do século 20 para o 21.

Realizado pela primeira vez em Brasília, o evento reúne os 50 premiados entre os 500 selecionados para a Bienal e faz um apanhado do que tem sido produzido no Brasil nos últimos dois anos. Um júri formado por 97 designers de 23 países foi responsável pela seleção e analisou trabalhos enviados por 1.391 inscritos. Além da mostra, que reúne apenas os premiados, todos os 500 escolhidos estarão no catálogo e no site do evento. E como a Bienal é também o momento para refletir sobre a produção, os organizadores criaram uma série de eventos paralelos com ciclo de conferências, palestras e workshops, além de outras três exposições – Sétima Bienal de Tipografia Latino-Americana, Primeiras Impressões e Notícias em Cartaz.

Referência no design latino-americano e fundador do Sudtipos, coletivo de criadores de tipografia, Ale Paul vai fazer uma oficina de lettering e uma palestra no Iesb. O design no mundo todo é tema do Seminário Internacional Design & Comunicação e o trabalho de construção de uma marca está no Curso Design Estratégico: o Design e a entrega da promessa da marca, com Cecília Consolo, do Sebrae. Os quadrinhos, que sempre apareceram diluídos em várias categorias, agora têm um espaço próprio dentro da mostra principal, além de dois eventos dedicados à técnica: o II EnQuadrinhos – Encontro de quadrinhos de Brasília e a Oficina de Quadrinhos, com Gustavo Duarte.

Organizada pela Associação Nacional de Designer Gráficos (ADG), a Bienal é o maior evento da área no país. Durante 10 anos, foi realizado exclusivamente em São Paulo. Em 2015, pela primeira vez, os diretores da instituição decidiram tornar o encontro itinerante e fizeram uma edição no Rio de Janeiro para comemorar os 400 anos da cidade. Agora, é a vez de Brasília, uma ideia de Bruno Porto, professor e coordenador do curso de design do Iesb e um dos diretores da ADG. “A Bienal foi registrando e fomentando a produção brasileira de design. Agora, a ideia é que ela seja realizada, a cada dois anos, em uma cidade diferente, justamente para promover e fomentar”, explica Porto. “Sou carioca e estou em Brasília há cinco anos. Tenho visto que a cidade tem uma produção muito bacana de design, de economia criativa de forma geral, e acho que é o tipo de buzz que precisa para reunir os designers. Brasília tem a única entidade profissional local de designers gráficos, que é a Degraf (Associação dos designers gráficos do DF). Você tem outras entidades locais, mas eles são generalistas.”

Dividida em 40 categorias, a Bienal também viu a quantidade de expositores diminuir um pouco na edição brasiliense. A opção teve o objetivo de otimizar a exposição, que antes abrangia, em média, 300 trabalhos. Bruno Porto chegou à conclusão de que a quantidade de obras expostas acabava limitando o público e resolveu reduzir o número, mas ampliar o catálogo. “Sinceramente ninguém vê uma exposição de 300 trabalhos. Se você gastar um minuto em cada trabalho, vai ficar cinco horas na exposição. E você não fica cinco horas vendo uma exposição. Minha proposta foi a gente ampliar a seleção da Bienal, foram 1391 projetos inscritos, e o júri selecionou 500. Tive um pulo de 20% para 35% de aproveitamento e estou mostrando mais diversidade da produção brasileira, de segmento geográfico, de portes de escritórios, agências e estúdios de design. E a exposição são os 50 projetos premiados pelo júri”, explica.

Além disso, é importante frisar que a seleção foi feita online, em vez do tradicional presencial do evento, o que permitiu a participação de jurados de outros países. “É uma Bienal feita por designers duas vezes”, lembra Porto.

12ª Bienal Brasileira de Design Gráfico
Visitação de 4 de agosto a 10 de setembro, de terça a domingo, das 9h às 21h na CAIXA Cultural (SBS Qd 4 , Lote ¾). Veja programação completa no site www.bienaladg.org.br
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