Brasília recebe a partir de hoje a 12ª Bienal Brasileira de Design Gráfico

A capital abre espaço para o que há de melhor no design gráfico nacional. Bienal reúne obras das mais variadas vertentes

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postado em 04/08/2017 11:11 / atualizado em 04/08/2017 16:14

 Arquivo Pessoal
 
Brasília é terreno fértil para o design: tem produção, economia criativa e abriga a única entidade profissional local de designers gráficos, a Adegraf. Um pouco por isso, mas também para dar sequência ao projeto de circulação nacional, a Associação dos Designers Gráficos (ADG Brasil) decidiu realizar na capital a 12ª edição da Bienal Brasileira de Design Gráfico.

A partir de hoje, uma programação que inclui palestras, workshops e seminários com os nomes mais importantes da área no país e três exposições, incluindo mostra com 70 capas premiadas do Correio Braziliense,  vão ocupar a Caixa Cultural até o início de setembro para mostrar a quantas anda o design gráfico brasileiro. A edição comemora os 25 anos do evento e tem como objetivo fomentar e divulgar a produção nacional. As primeiras 10 bienais aconteceram em São Paulo, mas, de 2013 para cá, a intenção da ADG é circular pelo país. Em 2015, o Rio de Janeiro recebeu o evento.

A escolha de Brasília pareceu natural para Bruno Porto, membro do conselho consultivo da ADG e professor do curso de design do Iesb, um dos patrocinadores da bienal. “Hoje em dia, o design gráfico já é transversal a uma série de coisas”, explica o curador, ao lembrar que o design está presente no cotidiano das pessoas. “Quando você desenvolve uma embalagem, está desenvolvendo um design de produto e isso é design gráfico, um site é design digital, motion grafic com aspecto visual é design gráfico, estamparia também é. A bienal foi ampliando sua área de atuação, foi registrando tudo isso e fomentando a produção brasileira”, destaca Porto.

Bruno Porto resolveu reduzir um pouco o número de artistas na exposição (50), mas todos os 500 selecionados estarão no catálogo e no site do evento(www.bienaladg.org.br). Até a última edição, a bienal era realizada em formato de salão e reunia uma média de 300 obras em um único espaço. “Queria dar uma pequena reformulada”, diz. “O próprio designer seleciona o que fez de mais relevante naquele momento e envia para a bienal. No segundo momento, os designers (do júri) selecionam os trabalhos que acham mais inovadores, com excelência técnica de produção. É uma bienal feita por designers duas vezes.”

Além disso, uma seleção on-line permitiu a participação de profissionais de 23 países, sendo que 40% dos 97 jurados são formados por mulheres. “Foi um cuidado que tivemos. Foi a primeira vez que nos preocupamos com isso. A gente tem falado muito sobre essa questão de representatividade, de empoderamento feminino. O Brasil tem designers fabulosas, que tiveram projetos selecionados em diversas bienais, tivemos mulheres curadoras em edições passadas, no júri também, mas ainda há uma supremacia masculina”, diz Porto.

Este ano, a área de histórias em quadrinhos também recebeu atenção especial e se tornou uma das 40 categorias da mostra. Alguns eram inscritos em projeto de livro, outros em capa, ou editorial e até ilustração. “Abrimos (a categoria) quadrinhos e teve bastante trabalhos inscritos, selecionados, premiados”, conta Porto.

A produção brasileira não tem uma cara específica, mas um modo de produção que está refletido, principalmente, na maneira como os profissionais trabalham “O design brasileiro tem um grau de antropofagia, de assimilação de outros sistemas. A gente tem a gambiarra, o drible. A gente vê na sociedade brasileira reflexos de comportamento, soluções que talvez identifiquem essa inovação que alguns aspectos do design brasileiro têm”, acredita Bruno Porto.
Arte/CB/DA Press

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