Ex-backing vocal de Amy Winehouse, Zalon lança primeiro CD da carreira

"Amy queria que o mundo conhecesse meu talento", revela o cantor em entrevista ao Correio. Ele fala do trabalho e da experiência com a britânica

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postado em 06/08/2017 07:30 / atualizado em 04/08/2017 18:41

Joca Vidal/Divulgação

O britânico Zalon ganhou notoriedade ao acompanhar a cantora Amy Winehouse na turnê mundial de Back do black. Ele era um dos backing vocal da artista. Após a morte da inglesa, que completou seis anos em 2017, Zalon decidiu abraçar o sonho antigo e se dedicar à carreira solo. Neste ano, ele lançou o primeiro álbum, Liquid sonic sex, que tem referências da soul music e do cantor Marvin Gaye.


“Trabalhar com Amy Winehouse foi provavelmente uma das melhores experiências da minha vida”

Os primeiros passos da carreira solo foram dados pelo artista ainda em 2013 quando rodou o mundo apresentando canções autorais. O Brasil esteve entre os países. Essa era a segunda passagem do artista em terras tupiniquins, local que hoje ele considera como uma segunda casa e revela ter tido um papel fundamental em sua nova fase. “Tenho um espaço especial no meu coração para o Brasil. Foi no país que eu comecei minha carreira solo. Em 2011, Amy me deu 15 minutos no meio de sua turnê mundial para que eu apresentasse minhas canções, essas músicas que eu produzi, eu estava muito empolgado para apresentá-las e o público foi a loucura, foi incrível”, lembra ao Correio.

Reprodução/Internet
No ano passado, Zalon retornou ao país para participar de um festival em Paraty (RJ), show que o cantor denomina como um dos mais especiais da carreira. “Esse show foi tão incrível. Eu estava muito emocionado, porque desde que eu era muito pequeno eu sempre quis fazer música, eu rezei por tantos anos, trabalhei tanto e sacrifiquei tantas coisas”, diz.

Convivência com Amy

Com 15 músicas, Liquid sonic sex chegou às plataformas digitais em 20 de julho e tem muita inspiração no que Zalon aprendeu com Amy Winehouse durante o tempo de convivência. “Amy me disse para ser autêntico e então eu quis criar uma música como o que eu ouvia quando era criança. Pesquisando muito descobri músicas de Marvin Gaye e quando o ouvi me apaixonei pelo estilo dele”, afirma o músico.

Zalon revela que se tornou backing vocal de Amy após ter sido convidado pela britânica. Ela o viu cantando e o chamou para integrar sua equipe. A inglesa foi uma das incentivadoras do cantor: “Ela sempre foi uma fã minha e queria que o mundo conhecesse meu talento. Em toda oportunidade ela sempre dizia ao público para checar ao meu site ou ela fazia questão de me colocar em seu álbum ou me dava alguns minutos em seus shows”.

Liquid sonic sex
De Zalon. Soul Royalty, 15 músicas. Disponível nas plataformas digitais.

Duas perguntas/ Zalon


Como foi a experiência de trabalhar diretamente com Amy Winehouse?

Trabalhar com Amy Winehouse foi provavelmente uma das melhores experiências da minha vida. Eu aprendi tanto. Não só pelo ponto de vista musical, mas pelo ponto de vista humano, sobre autenticidade e ser verdadeiro consigo mesmo em todos os trabalhos na sua vida. Quando você chega nesse ponto em sua vida artística você é capaz de realmente se conectar com a sua verdade e personificar isso em sua música. Eu sinto saudade do sorriso maravilhoso dela e do quanto era feliz quando nós nos víamos. Eu sinto falta dos shows e das experiências que tivemos, porque a música era a nossa maior paixão e isso era o que nos conectava.

O que te motivou a deixar de ser backing vocal e seguir carreira solo?
Eu sempre quis ser um artista solo e construir uma carreira. O meu pai Dr Alimantado foi um grande artista da reggae music nos anos 1970 e a irmã dele tinha um grupo que fez bastante sucesso no Reino Unido. Eu sempre quis ser um artista e acabou acontecendo de me tornar um backing vocal. Mas quando Amy me conheceu, foi sendo um artista solo, então ela lembrava disso. Ela sempre foi uma fã minha e queria que o mundo conhecesse meu talento. Em toda oportunidade ela sempre dizia ao público para checar ao meu site ou ela fazia questão de me colocar em seu álbum ou me dava alguns minutos em seus shows. Todas essas oportunidades maravilhosas permitiram que o público descobrisse meu trabalho, então foi uma progressão natural.
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