Cineasta Juliusz Machulski é homenageado no CCBB

A 7ª Mostra de Cinema Polonês acontece de terça a domingo

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postado em 08/08/2017 15:05 / atualizado em 08/08/2017 15:32

Adam Tuchlinski/Divulgacao

De hoje a domingo, os brasilienses podem conhecer um pouco da produção cinematográfica da Polônia. A Mostra de Cinema Polonês chega à cidade na sétima edição, que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O homenageado da vez é o cineasta Juliusz Machulski, conhecido como o rei da comédia polonesa. São exibidos sete longas-metragens que foram produzidos entre o período de 1984 e 2013.

Atuante como diretor e roteirista desde a década de 1970, Juliusz Machulski utiliza recursos irônicos para representar a Polônia. “Além da ironia como traço característico da obra dele, pode-se reconhecer o gosto pela mistificação, a brincadeira com o cinema e sua rica tradição. São traços inseparáveis de obra dele e de sua maneira de olhar, por meio dela, para a realidade polonesa”, explica a curadora Ewa Zukrowska.

“A composição curatorial para a mostra deste ano teve como motivação abordar os temas da liberdade,  da emancipação e da tolerância com forte teor político encontrados nos filmes do cineasta”, afirma Zukrowska. Na programação, estão incluídos as obras Déjà vu, Sexmissão, Kingsaiz, Quanto pesa um cavalo de Tróia?, Vinci, Embaixada e Canção de ninar. São diversas as temáticas, com representantes nos gêneros comédia, fantasia, ação, ficção científica e policial.

Sexmissão é considerada no país natal como a melhor comédia de todos os tempos. Ela, que tem fortes influências de 2001 - Uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick, garantiu a visita de 12 milhões de pessoas ao cinema. Já em Embaixada, que se passa no contexto da Segunda Guerra Mundial, Machulski provoca reflexões acerca do papel do acontecimento na cultura de hoje. Kingsaiz é considerado o longa-metragem em que o cineasta apresenta o próprio manifesto criativo, que é uma espécie de “cinema irônico sobre a Polônia”. Na trama, é elaborada uma sátira à situação do país em um momento de decadência do socialismo.
 
Embaixada da Polônia/Divulgação
 
Com a queda da Cortina de Ferro, em 1989, o cinema da Polônia enfrentou uma forte crise de financiamento, mas superou com a ajuda fundamental do Instituto Polonês de Cinema. “Atualmente, produção cinematográfica do país é marcada por uma diversidade de linguagens, estilos e multiplicidade de temas e abordagens. Os criadores estão procurando respostas para perguntas incômodas, muitas vezes abordando importantes questões sociais em um contexto histórico. São tratados temas atemporais e universais”, conta a curadora. 

Foram aproximadamente 140 filmes poloneses produzidos na última década, de cineastas como Agnieszka Smoczy%u0144ska, Katarzyna Ros%u0142aniec e Tomasz Wasilewski, além de novos mais reconhecidos como Pawel Pawlikowski, cuja obra Ida conquistou o Oscar de melhor filme estrangeiro.

As edições anteriores tiveram como temas os 100 anos da cinematografia polonesa,  com a exibição de O homem obstinado (1929) e O faraó (1966); os filmes Cinzas e diamante e O homem de mármore, do diretor Andrzej Wajda ; curtas-metragens de animação; e as linguagens de novos cineastas, como Jan Komasa, Anna Kazejak e Teresa Czepiec, com produções feitas entre 2012 e 2015.
 
*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco 
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