Conheça o trabalho de artistas da cena underground do mundo da música

Confira uma lista com 19 músicas que não estão no contexto das grandes rádios ou topo das paradas, mas que merecem ser ouvidas

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postado em 11/08/2017 07:30 / atualizado em 10/08/2017 16:41

Reprodução/Internet

 
Mainstream e underground. Os termos em inglês classificam grande parte da produção musical no mundo. Enquanto o mainstream designa os ritmos mais chicletes e aquelas canções que estão na boca de todos, as produções no chamado underground geralmente têm uma abrangência limitada, conhecidas por poucos.

O Diversão & Arte fez uma pesquisa dentro do cenário underground de alguns países para conferir o melhor do que ainda não é muito conhecido e descobrir se o público pode se preparar para uma música pop e indie fortemente influênciada pela música eletrônica.

De acordo com o professor do Departamento de Música da Universidade de Brasília, Hugo Leonardo Ribeiro, essa tendência musical dentro do cenário não é muito novidade, mas parece que chegou para ficar. “Os elementos da sonoridade eletroacústica estavam sempre presentes na música, desde a década de 1980, eu diria que o eletrônico, inclusive, é fundamental para a construção da música pop”, afirma. “Hoje em dia, com as pessoas fazendo música em casa com qualidade absurdamente boa, a produção da música sem associação a grandes gravadoras abriu mais o contexto do underground”, aponta Ribeiro.

Conheça um pouco do trabalho dos novos artistas de cena underground


Dillon Francis – Say less (participação G-Eazy)
 
Reprodução/Internet


“Look baby Pass the Stella
Don't spill on me That's margiella
got this Oakland game to tell her
Goddamn She look familiar think we hooked up At coachella
What's her name? Isabella? isa uhhh... forget it”

O produtor e DJ norte-americano está no limite do underground. Focando em construir ritmos que se encaixem no mainstream, a faixa Say less, pode ser esse passaporte. Com participação do rapper G-Eazy (que chegou ao topo das paradas com Me, myself and I), a música é uma pancadaria de batida. A letra não é digna de um Machado de Assis, mas é quase impossível ignorar a canção.
 
 
 

Khalid – Location
 
Reprodução/Instagram


“So won't you send me, your location
Let's focus on communicating
'Cause I just need the time and place to come through”

O cantor e compositor texano Khalid – de apenas 19 anos –, não é um desconhecido, mas ainda não recebeu a atenção que merece. Seu single de estreia foi o excelente Location – que versa sobre a pouca distância de um amor digital. Com um sucinto e lento ritmo R&B, Location mostra toda a maturidade de American teen, expressão que nomeia o álbum de estreia do músico.
 
 
 
Little Cub – Too much love
 
Reprodução/Facebook


“But what's left of me,
And if you cut me open,
I know what you would find,
The hollow generation,
inside a gilded mind”

O trio londrino aposta em um relaxante light rock com pitadas de eletric pop na faixa Too much love, parte do álbum Still life. A música não sai muito do que algumas outras bandas do gênero tocam há um tempinho, mas conseguiu construir uma harmonia ambígua – que vai contra o ritmo dançante. Quem puder ver o clipe talvez entenda melhor o conceito que simplesmente deu certo.
 
 
Maggie Rogers – On/Off
 
Reprodução/Facebook
 

“I'm coming up slowly
I'm high on emotion
With waves of this feeling
As light as the ocean”

Maggie Rogers chega forte na porta do pop mainstream norte-americano. Com uma musicalidade perfeitamente ritmada, o seu novo single On/Off estrela como o terceiro grande hit da cantora. Mas nem só de pop Maggie encontra representação, outras músicas dela são marcadas por um gênero mais fluido, principalmente entre indie e folk.
 
 

Fyfe – Belong (participação Kimbra)
 
Reprodução/Facebook
 

“I want to belong
Don’t you know we're physical and we’re spiritual?
I’m tired of being a stranger to myself”

Paul Dixon era o ex-nome do novo Fyfe, que agora aposta em uma nova formatação musical para um pop mais romântico e existencialista. O londrino apostou na participação de Kimbra, que já tem uma carreira consolidada, para dar vida ao primeiro single do terceiro álbum de estúdio. O ritmo lento lembra um pouco alguns não hits de Foster The People, mas com uma presença mais forte.


 
Astrid S – Such a boy
 
Reprodução/Facebook


“You say you wanna break, so we break up
You tell me stay, so we make up
And then we make out, you freak out
Here we go again
You say we go too fast, when you're sober
Then have a glass, you're coming over
And then we make out, you freak out
Don't be such a boy”

Alguns talvez nem percebem, mas a cena pop europeia cresce forte no mundo. Com artistas que preferem o inglês, Astrid faz parte de um seleto grupo (já ouviram falar de Zara Larsson?) que aos poucos conquista Hollywood. Em Such a boy, a norueguesa já aposta em uma importante quebra de paradigma que aponta o homem como o dramático e histérico de uma relação. O clipe conta com o astro teen do país, o jovem Herman Tommeraas.
 
 


H.E.R. – Jungle
 
Reprodução/Facebook

 
“These days, I'm letting God handle all things above me
The things I can't change are the reasons you love me
Listen, you can hear them calling my name...”

Jungle – faixa de autoria e participação do rapper Drake – na voz da H.E.R. é uma daquelas músicas que você simplesmente tem de parar tudo que está fazendo para ouvir. É uma melodia pesada e reflexiva que sai das profundezas do R&B para roubar a atenção do mundo. A identidade da H.E.R ainda é mantida em segredo (mesmo com o portal Genius apontando para Gabi Wilson, ainda não há a confirmação), mas guarda um talento muito bem iluminado.
 


Shura – What’s It gonna be
 
Reprodução/Facebook


“I don't wanna give you up
I don't wanna make it look like it's no big deal
So what's it gonna be?
So what's it gonna be?”

O maior hit dessa cantora e produtora inglesa é Touch, mas What’s It gonna be é bem mais divertido. Com uma flecha, Shura acerta em cheio um eletropop que já fez sucesso na década de 1980 nas rádios, mas agora andam meio esquecido – uma representante de respeito é a música de Tegan e Sara. What’s It gonna be é uma daquelas baladas chicletes, quase impossíveis de ouvir só uma vez, e o melhor de tudo: um raro clipe estilo High School que tem um final realmente inesperado.
 


RAC – This song (participação Rostam)
 
Reprodução/Facebook


“We used to say this song
Made us feel some type of way
It used to make us both feel free
Underneath the covers
You would grab my hand
You'd say you'd never listed to it without me”

O norte-americano fez uma música que parece ter conseguido bons frutos. Os recursos eletrônicos ficam em segundo plano – mesmo com toda a força que apresentam – para a forte voz do cantor. No fim das contas, a faixa do álbum EGO parecem te levar em uma viagem no tempo. É uma daquelas canções que vão te fazer um nostálgico de carteirinha.
 


Wiley – Speaker box
 
Reprodução/Facebook


“I've achieved tings I was dreamin' of
Step on the stage, start reelin' off
Yo, when I'm goin', better see me off
Well, not everybody's gonna be the boss
If you look into my face, gonna see a boss
If you look into the crowd, you will see a mosh
Do my ting like Marley and Peter Tosh
It's Eskiboy in your speakerbox”

Com um hip-hop de raízes caribenhas, misturado com um forte dancehall, o inglês Wiley apresenta uma música que vai ecoar na cabeça de muitos. A faixa parece mais uma superinjeção de adrenalina bem nos nervos, simplesmente impossível ser alheio.
 

 
Liv Dawson – Searching
 
Reprodução/Facebook


“I've been searching for too long
I can't work out where you are
Where have you gone?
I'm falling, hope you hear my call
I put proposals on the wall
Have you missed them all?”

A caminho da classe de “queridinha da Inglaterra”, a londrina se prepara para estourar no mundo com a baladinha Searching. O ritmo lembra um pouco os grandes hits de Katy B., mas com uma voz mais potente. A música é perfeita para cantar no carro depois de um dia cansativo.
 
 
 
Father John Misty – Pure comedy
 
Reprodução/Facebook


“Comedy
Now that’s what I call pure comedy
Just wait until the part where they start to believe
They’re at the center of everything
And some all powerful being
Endowed this horror show with meaning”

Com uma letra poderosa, acompanhado de um piano, Pure Comedy apresenta ao público o trabalho de um grande artista. Josh Tillman, mais conhecido como Father John Misty, já fez a produção e composição para grandes estrelas – de Beyoncé à Lady Gaga –, mas pouco se sabe sobre a própria produção do cantor e compositor de 36 anos. Com uma mistura de indie rock, gospel e R&B, as canções de Misty antes de qualquer coisa, querem passar uma mensagem.

 
 
Kehlani – Undercover
 
Reprodução/Facebook


“One way or another
I'ma love you
Slidin' under covers, undercover
They don't wanna see it happen
But we say f* it”

Com apenas 22 anos, a norte-americana Kehlani já sobe a escada das grandes divas pops, mas com um estilo próprio. Misturando R&B e hip-hop, a finalista do America's got talent de 2014, apresentou ao público a música Undercover. Quem for mais atento vai lembrar de uns trechos de outros artistas na música (como o Akon) o que só deixa a ritmo mais agitado e a letra mais rimada. É praticamente impossível ouvir a trilha sem mexer, pelo menos, o pé.
 
 
 
Vanguart – Beijo estranho
 
Reprodução/Facebook


“Meu coração queimou devagar
Senti uma vontade subindo do chão
E no chão eu fiz casa até perceber
Uma voz que eu não quis escutar”

Uma das representantes de terras tupiniquins é a recém-lançada faixa Beijo estranho, do grupo Mato grossense Vanguart. A banda, que se prepara para lançar novo álbum “em breve” aposta em uma sonoridade diferente da que fez o trabalho Boa parte de mim vai embora um sucesso. A balada de amor harmoniza um ritmo que abraça a língua portuguesa proporcionando uma espécie de ascensão até o último verso.
 
 

MISSIO – Everbody gets high
 
Reprodução/Facebook


“Once upon a time in a land far away
There lived a little boy and he drink all day
Friends called him stupid and his brothers called him gay
Emptied all the bottles 'til the pain went away
Whiskey was his friend, he didn't have another
Vicodin his vice, his real and only lover”
 
A letra é pesada e o ritmo mais ainda. A dupla norte-americana (Matthew Brue e David Butler) apresenta com Everbody gets high um dubstep muito bem harmonizado com um post-hardcore trap. A faixa tem a principal característica de tirar o eletrônico do lugar de conforto.
 

 
Perfume Genius – Slip away
 
Reprodução/Facebook


“Don't hold back, I want to break free
God is singing through your body
And I'm carried by the sound
Every jump, every single beat
They were born from your body
And I'm carried by the sound”

Caracterizado como um representante do “pop barroco” por uma famosa revista de entretenimento, Mike Handreas (nome real do Perfume Genius) apresenta uma faixa que brinca com os limites do gênero pop, se misturando com um indie dançante e um rock alternativo.
 
 
 
Jaded – In the morning
 
Reprodução/Facebook


“You know what I'm like if I don't get to eat in the morning
You know I go wild if I don't get to eat in the morning
I ain't lookin' for a ring 'cause I got what I want
I ain't lookin' for a ring 'cause I got what I need”

A dançante In the morning apresenta o trabalho do trio londrino Jaded para o mundo de uma forma viciante. Uma divertida representante do house, a faixa anima qualquer festa. Não se preocupe, seu botão de replay não vai quebrar.
 

Portugal. The Man – Feel It still
 
Reprodução/Facebook

 
“I'm a rebel just for kicks, now
I been feeling it since 1966, now
Might've had your fill, but you feel it stil”

A banda norte-americana apresenta com Feel It still uma faixa classificada com rock psicodélico. Não entendeu? Sem problemas, para resumir: eles fazem você dançar. O grupo já tem uma base de público no contexto on-line, mas ainda não chegou nas grades rádios.
 
 
 
ABRONCA – Chegando de assalto
 
Reprodução/Facebook


“Chegando de assalto
Rap feminino, respeita minha banca
Minha gangue subindo
É assim que constrói, escuta a nossa voz
Esse é meu império, um drink pra nós”

Slick, Jay e Mari estão a frente do trio ABRONCA. Diretamente do Rio de Janeiro, as meninas apresentam uma faixa pronta para se tornar um hit nacional. Chegando de assalto é uma junção de presença entre hip-hop e rap. Com uma letra inteligente e rápida, a faixa se transforma numa mensagem. E para melhorar: a rima feminista impõe respeito.
 
 

* Estagiário sob supervisão de Vinicius Nader
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