Pabllo Vittar é considerada maior fenômeno pop brasileiro em Portugal

O 'Diário de Notícias', daquele país, ressalta os sucessos da artista como uma das representantes da revolução LGBT

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postado em 14/08/2017 13:08 / atualizado em 14/08/2017 14:25

Leocadio Rezende/Adidas

 

O sucesso de Pabllo Vittar com os singles Todo dia, K.O, Sua cara, ao lado de Anitta, e Decote, ao lado de Preta Gil, levaram a drag queen a aparecer em uma reportagem do Diário de Notícias português sob o título O maior fenômeno brasileiro do pop é uma drag queen. Na matéria, a artista é apontada como apenas um dos nomes da revolução LGBT da música no Brasil.

 

"O maior fenômeno do pop do Brasil tem 22 anos, cresceu nas profundezas do paupérrimo Maranhão e é uma drag queen – além do exemplo mais evidente da revolução trans que tomou as manifestações artísticas do país", escreveu o jornalista do portal João Almeida Moreira.

 

Na matéria, Moreira conta um breve histórico da vida de Pabllo antes e depois do sucesso, ressaltando o fato do hoje ícone pop ter trabalhado em salões de beleza e fast foods na juventude, depois de ter sido agredido e vítima de bullying na infância. A reportagem fala da parceria entre Pabllo e Rodrigo Gorky, que despontou a primeira música de sucesso da drag, Open bar.

 

Sobre o hit Sua cara, o jornalista apontou: "São 161 milhões de visualizações, 78 milhões dos quais no Brasil e quase um milhão em Portugal, o segundo país da lista", e também observou o número de seguidores do ícone do pop brasileiro em comparação a RuPaul, que até junho era a drag queen mais seguida no Instagram. Hoje, Pabllo possui 3,2 milhões de seguidores e a drag queen estadunidense menos da metade, com 1,5 milhões.

 

A ascenção da drag queen brasileira também chamou a atenção do jornalista, que utiliza aspas de Preta Gil e de Gloria Groove, que se referem ao movimento como uma revolução LGBT, para reforçar o crescimento de estrelas drags no Brasil. "Pabllo cobra hoje cachê 25 vezes mais elevado do que há dois anos - cerca de R$ 15 mil por apresentação", observa Moreira.

 

O jornalista português aponta a revolução LGBT além da música e dá exemplos na moda, com Lea T, e na televisão. "A arte LGBT, considerada um nicho até há poucos anos, hoje está massificada. Tanto a telenovela das 19h como a das 21h da TV Globo, instituições da televisão brasileira, têm personagens drag queen."

 

 

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