Arnold Schwarzenegger pressiona Trump a combater grupos de ódio

"Eu conheci o nazismo original porque eu vi", disse o ator, que nasceu na Áustria, em 1947

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postado em 18/08/2017 10:42

Facebook/Reprodução

O ator e político Arnold Schwarzenegger pressionou Donald Trump a combater com mais veemência os grupos com discurso de ódio que pregam a supremacia branca. Natural da Áustria, o ex-governador da Califórnia afirmou que já conviveu com o nazismo e reforçou a importância de lutar contra tal ideologia. "Não há dois lados para a intolerância. Não há dois lados para o ódio. E, se você escolhe marchar ao lado de uma bandeira que simboliza a morte de morte de milhões de pessoas, não existe dois lados. A única maneira de vencer os gritos de ódio é combatê-los com a voz mais alta da razão. E isso inclui você, presidente Trump. Você tem uma obrigação moral em dizer que não vamos apoiar ódio e racismo", disse. 

"Deixe eu ajudar a escreveu seu discurso um pouco. 'Eu, como presidente dos Estados Unidos e republicano, rejeito apoio de supremacistas brancos. O país que derrotou o exército de Hittler não é lugar para bandeiras nazistas", acrescentou, segurando um boneco de Trump. Schwarzenegger relembrou a infância no país do leste europeu, antes de mudar para os Estados Unidos, em 1961, aos 21 anos de idade: "Tenho uma mensagem para os neo nazistas, para nacionalistas brancos e os neo confederados. Seus heróis fracassaram. Vocês estão apoiando uma causa perdida. Acredite em mim. Eu conheci o nazismo original porque eu vi. 
 
 
 
E continuou: "Eu nasci na Áustria em 1947, pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Eu cresci cercado por homens quebrados, homens que chegaram em casa cheios de estilhaços, cobertos de culpa. Homens que foram induzidos ao erro por uma ideologia perdedora. Eu posso dizer: esses fantasmas que vocês idolatram passaram o resto de suas vidas vivendo em vergonha e agora estão descansando no inferno". Trump foi criticado por inicialmente não condenar os protestantes que pregavam o domínio branco. 

Em coletiva de imprensa em Nova York, ele afirmou que houve erros em "ambos os lados", ao citar uma ativista dos Direitos Humanos morta após tentar impedir a passeata polêmica em Charlottesville e mais duas pessoas. "Não vou julgar ninguém num plano moral. Você tinha um grupo de cada lado e eles se enfrentaram - há outra versão, você pode dizer que a esquerda atacou violentamente o outro grupo. Há pessoas boas nos dois lados", disse. 



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