Palhaços tristes e assustadores despontam nas telas de cinema

Em trama literária assinada por Stephen King, o diretor Andrés Muschietti vai lançar nos cinemas o terror It %u2014 A coisa

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postado em 19/08/2017 07:32

Warner/Divulgacao

 
No lugar da alegria motivada pelo uso de roupas coloridas e do gritante sorriso estampado no rosto, há palhaços que assustam. Engordando as motivações da aversão a palhaços de um grupo de personagens metidos nos anos de 1950, em trama literária assinada por Stephen King, o diretor Andrés Muschietti está às vésperas de lançar nos cinemas o terror It — A coisa (no Brasil, a estreia está prevista para 7 de setembro). 

Ultrapassando o domínio do medo suscitado por Múmia, Frankenstein e Lobisomem, naqueles personagens de King, Muschietti distribuiu traumas de infância para a galeria de tipos que, na narrativa, circundam o célebre palhaço Pennywise.
 

Nome por trás do roteiro de Annabelle 2 – A criação do mal (em cartaz na cidade), Gary Dauberman se uniu aos colegas Chase Palmer, estreante em longas, e Cary Fukunaga (diretor do badalado Beasts of no nation), na criação do enredo macabro que ameaça os moradores da cidade Maine.

Figurinista de Mad men, Janie Bryant teve papel fundamental em It, ao responder pelas vestimentas do protagonista que, em textos, é visto como alguém capaz de se alimentar de crianças. Dono de aparência e conduta infantil, Pennywise pode ficar bem “fora da curva”, como apontou, em entrevistas estrangeiras, o diretor argentino Muschietti.

À revista Variety, ele explicou a escalação de Bill Skarsgard para o papel do palhaço: “Ele pode ser doce e gracioso, mas também pode se mostrar bem perturbador”. Perpetuando séculos de violência, e desde já escalada para uma sequência para It (que cobrirá flashback, com 30 anos de diferença em relação a 2017), a nova versão do palhaço agradou ao criador do best seller que, no twitter, comentou que a fita “superou expectativas”.

Espelho estilhaçado
Na leva de filmes relacionados a palhaços, uma história agridoce promete despontar em Bingo – O rei das manhãs (que chega às telas na próxima quinta), com o exame de um caso real vertido para a telona pelo diretor Daniel Rezende.

O montador de Cidade de Deus investiu numa trama que explora a explosão de cores dos anos de 1980 e um pesado segredo mantido por um homem que se distanciou da família, por um sonho. Vivido por Vladimir Brichta, o palhaço Bingo (protagonista de tramas reais tristes) emula a realidade do ator Arlindo Barreto, que foi astro do programa matutino do Bozo, mas era obrigado a manter anonimato.

Com previsão para estrear em novembro, no Brasil, a animação Animal crackers também terá palhaços em destaque, na trama em que uma família pode, por meios mágicos, reverter a decisão de um tio que pretende desativar a rotina de um circo inteiro. Além do estreante espanhol Jairo Maestro, o longa conta com os codiretores Scott Christian Sava (que respondeu pelos efeitos especiais do longa Gasparzinho) e Tony Bancroft, sempre associado à direção de Mulan (1998).

Chocolate, produção francesa com Omar Sy, também tem relevância, nos títulos em torno de palhaços. Dirigido por Roschdy Zem, e lançado em DVD, parte de caso verídico: Rafael Padilla foi o primeiro artista negro de circo, na França em que viveu no início do século 20.

Questões de preconceito relacionadas à imigração tomam corpo na fita. Constrangimentos e sentimentalismo estão na trama que mostra a amizade do circense com Footit, parceiro, no picadeiro. Vale reforçar que Footit teve interpretação de James Thiérrée, filho de proprietários de circos e neto de Charles Chaplin, além de coreógrafo do longa.


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