Agnaldo Timóteo presta homenagem a Cauby em show no Teatro dos Bancários

Reverência feita a Cauby Peixoto, registrada no CD 'Obrigado, Cauby', será apresentada na sexta-feira

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postado em 24/08/2017 07:44 / atualizado em 24/08/2017 10:26

Murilo Alvesso/Divulgacao

 

Agnaldo Timóteo lançou em 2016 o CD Obrigado, Cauby e, desde então, vem fazendo uma série de apresentações pelo país para reverenciar o ídolo, de quem tomou conhecimento na adolescência, ao ouvi-lo na Rádio Guarany, em Belo Horizonte. Aos 81 anos, ele chega a Brasília para fazer o show na sexta-feira (25/8), às 21h, no Teatro dos Bancários.

Cauby foi um dos responsáveis por Agnaldo, um ex-torneiro mecânico, lançar-se na carreira artística, na década de 1950. Na época ele havia se mudado de Caratinga, onde nasceu, para a capital mineira, para cantar na noite belorizontina. Por interpretar músicas de sucessos do ídolo, passou a ser chamado de “Cauby mineiro”.

Quando o astro da Rádio Nacional foi a Minas, fazer uma rápida turnê pelas cidades de Caratinga, Governador Valadares e Teófilo Otoni, Agnaldo foi convidado para abrir os shows. Naquele momento, houve aproximação entre eles. Depois de ouvi-lo, Cauby incentivou Agnaldo a tentar carreira no Rio de Janeiro.

Lá, ele procurou Ângela Maria, a quem conhecera em Belo Horizonte e, inicialmente, trabalhou como motorista da estrela. Paralelamente, participava de programas de calouro em emissoras cariocas. Em 1960, estreou em disco, gravando um 78 rotações no qual registrou Sábado no morro e Cruel solidão, que não aconteceu.

Cinco anos depois, Agnaldo começou a ser conhecido após participar do programa Rio Hit Parade, produzido por Jair de Taumaturgo na TV Rio. Ao cantar a versão de The house of the rising sun, sucesso da banda inglesa The Animals, arrebatou vários prêmios e foi contratado pela gravadora Odeon. Logo em seguida, lançaria o LP Surge um astro, que se tornou marco de vendagens da indústria fonográfica em 1965.

Mas o cantor chegou mesmo ao grande público em 1967, ao lançar o LP Agnaldo Timóteo Sempre Sucesso e emplacar Meu grito, de Roberto Carlos, que ficou em primeiro lugar em rádios e todo o país, tornando-se a música do ano. Agnaldo, com 73 títulos em sua dicografia — entre LPs e CDs — colecionou grandes hits, entre os quais A galeria do amor, Aventureiros, Deixe-me outro dia, menos hoje e Perdidos na noite (canções com letras que focalizam o universo gay) e O brutos também amam, que Roberto e Erasmo Carlos compuseram especialmente pra ele.

Embora tenha gravado quatro discos em espanhol, não chegou a investir numa carreira internacional. Mesmo assim, apresentou-se em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, México, Argentina, Angola e África do Sul. Em 2015, celebrou 50 anos de carreira e lançou álbum com a participação de Ângela Maria, Alcione, Claudete Soares, Martinha e Cauby Peixoto.

O êxito na música levou Agnaldo ao mundo da política. Incentivado por Leonel Brizola, filiou-se ao PDT e se elegeu deputado federal em 1982. Por votar em Paulo Maluf no colégio eleitoral que escolheria Tancredo Neves como presidente da República, desentendeu-se com seu patrono e transferiu-se para o PDS pelo qual conquistou novo mandado para a Câmara Federal, em 1994. Ocupou seu último cargo eletivo até 2013. Defensor da candidatura de Lula à presidência, quer voltar à política pelo PT de Minas Gerais.

Quando e como você conheceu Cauby Peixoto?
Na adolescência, no começo da década de 1950, ao deixar Caratinga, onde nasci, fui morar em Belo Horizonte, pois queria ser cantor. Lá, ouvi pela primeira vez Cauby Peixoto, cantando A pérola e o rubi (Haroldo Barbosa), na Rádio Guarany. Fiquei impressionadíssimo com aquele intérprete. Então, passei a cantar as músicas de sucesso dele, quando comecei a me apresentar na noite. Aí, fiquei conhecido como “Cauby mineiro”.

Você demorou a conhecê-lo pessoalmente?
Não muito. Quando Cauby foi a Minas para apresentações em Caratinga, Governador Valadares e Teófoli Otoni, fui convidado para abrir o shows e nos conhecemos. Depois de me ouvir cantando, sugeriu que eu fosse para o Rio de Janeiro, seguir carreira como profissional da música. Antes de ir, conheci Ângela Maria, em Belo Horizonte. Ela também me incentivou.

No Rio, inicialmente, Ângela o tomou como motorista. Naquele período, a música foi deixada de lado?
Nada disso. Eu encontrava tempo para ir aos programas de calouros. Aos poucos, fui me colocando. Mas as coisas começaram a acontecer quando passei a participar do Rio Hit Parade, programa do Jair de Taumaturgo, na TV Rio. Comecei a me destacar e conquistar prêmios.

Demorou para gravar o primeiro disco?
A primeira gravação foi em 1960. Num 78 rotações gravei Cruel solidão, mas não aconteceu nada. Foi só o começo.

Qual foi seu primeiro sucesso? 
Gravei pela Odeon várias versões de canções de sucessos internacionais, como A casa de Irene, A casa do sol nascente e É tão triste Veneza, mas o que me fez conhecido em todo país foi O grito, de Roberto Carlos, em 1967.

Quantos títulos fazem parte de sua discografia?
Tenho 73 discos lançados, entre LPs e CDs e incontáveis sucessos.

No show Obrigado, Cauby foram incluídos hits do seu repertório?
Canto sucessos do Cauby, como A pérola e o rubi, Ninguém é de ninguém, Tarde fria, Bastidores e, claro, Conceição. Mas em shows meus não podem faltar Meu grito, Os verdes campos da minha terra e Os brutos também amam.

Em seus shows, há referências à política, atividade à qual você também se dedica?
No palco, o artista não abre espaço para o político. Entrei para a política pelas mãos de Leonel Brizola, exerci os cargos de deputado federal e vereador. Desde 2013, me afastei da política, mas se o Lula for candidato a presidente, vou pleitear, por Minas Gerais, novo mandato como deputado federal, agora pelo PT.

Obrigado, Cauby 

Show de Agnaldo Timóteo e banda sexta-feira (25/8), às 21h, no Teatro dos Bancários (entrequadra 314/315 Sul). Ingressos: R$ 120 e R$ 60 (meia). Pontos de venda: bilheteria do teatro e site bilheteriadigital.com Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3262-9090 e 3522-9521. 

 

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