Longas brasileiros reforçam o conceito do empoderamento feminino

Atômica, Os guardiões, David Lynch: A vida de um artista são outras estreias desta semana

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postado em 31/08/2017 07:30 / atualizado em 31/08/2017 11:57

 Priscila Prade/Divulgação

A figura de um pai com ótimo coração, um marido que lava pratos apenas quando há “plateia” (leia-se, outros parentes por perto) e uma mãe que lida com as “dores” de ver a filha se livrar das bonecas, virando adulta. Todas as situações fazem parte do longa Como nossos pais, que chega às telas, hoje, e consagrou a carreira da diretora Laís Bodanzky, em produção vencedora de seis prêmios Kikitos, no recente 45º Festival de Cinema de Gramado.

“Confeccionar o roteiro e ter filmado um longa que fala da mulher contemporânea foi um prazer. É um tema que está no ar e todas as mulheres querem e precisam que se fale. O que tem me chamado atenção, aliás, é que os homens têm reagido muito bem”, observa a diretora Laís Bodanszky, dona de filmografia que contempla longas como Chega de saudade e Bicho de sete cabeças.

Um dos segredos da cineasta foi o tratamento em tom leve. “Não há homem vilão e nem há antagonistas. Na história não existe o certo e o errado: é todo mundo tentando acertar, e tropeçando, e errando também”, comenta Laís Bodanzky, à frente do roteiro coescrito por Luiz Bolognesi.

Relações maternais, considerações acerca do prazer, amores livres e desconfianças quanto a traições são alguns dos elementos explorados no longa estrelado por Maria Ribeiro. A escolha da atriz foi muito pensada pela forte identificação dela com o roteiro. “Ela se via ali no enredo e eu pensava muito nela, ao escrever. Queria uma protagonista de atitude, com tônus”, conta Bodanzky.



O diálogo com o filme, pelo que observa, é fluido com quem, por exemplo, nem formou família. “Os jovens percebem os equívocos nos modelos de família que têm sido repassados. Questionam até com mais facilidade e são abertos para outras formas de integração”, sublinha. Vinda da classe média, e filha de intelectuais, a protagonista de Como nossos pais, Rosa, vivencia experiências que independem de gerações e ainda, pela ótica da diretora, estão presentes em todas as classes.

Ao apostar numa personagem inconformada até mesmo com uma opressão discreta, e quase invisível, Bodanzky enobrece a voracidade de voz apresentada por Rosa. “Ela tem atitude diversa do reclamar e ficar passiva — ela é proativa, e não aceita coisas das quais discorde. Espero que a atitude dela inspire muita gente. Digo isso, na vida, dentro de casa, e fora de casa, na escola dos filhos, no trabalho, na rua. Na política!”, demarca a cineasta. Manifestação é incrementar o movimento da mudança, pelo que apregoa a também roteirista. “Rosa me inspira, por fazer a pequena revolução. Pequenas revoluções, somadas são o que ocasionam mudança!”, conclui.


Outras estreias

Atômica

Os guardiões

David Lynch: A vida de um artista

Dupla explosiva

Emoji: O filme

O acampamento

Os campos voltarão
 
 
 
 
 
 

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