Série das Kardashians completa 10 anos em exibição; entenda o sucesso

O programa de tevê sobre a família da alta sociedade norte-americana conquistou o público ao redor do mundo

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postado em 01/09/2017 07:30 / atualizado em 01/09/2017 17:50

Facebook/Divulgação
 
 
A história delas é incomum, mas não é complicada. Uma família de socialites de Los Angeles, as Kardashians começaram a crescente trilha milionária na fama mundial depois que uma das irmãs, Kimberly Kardashian, teve um vídeo íntimo com o cantor e então namorado Ray J divulgado na internet, ainda em 2007. Hoje – após um reality show de sucesso que completa 10 anos, oito spin-offs, a criação de várias marcas e a onipresença em redes sociais –, Kris Kardashian e as cinco filhas somam patrimônio líquido de U$ 378 milhões. Mas o que isso tem a ver com você, não é mesmo?

Na prática, as Kardashians conseguiram uma exposição capaz de, literalmente, ditar estilo e, ainda que estejam a milhares de quilômetros. O clã influência desde a moda e maquiagem a até mesmo da maneira como tirar uma selfie. E o mais incrível, é que é o público que ajuda as Kardashians a receber por isso. Kim já ganhou U$ 500 mil de empresas por uma única divulgação no Instagram. Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, Brenda Parmeggiani explica que a exposição é o grande poder das Kardashians: “Toda celebridade ou produto midiático reflete na sociedade. Elas são um bem comerciável. A vida delas é exposta como um produto por elas estarem na mídia. Como celebridades, acabam virando um modelo para mulheres, principalmente adolescentes, e a exposição constante faz com que a realidade delas se torne desejável”.
 
Montagem de Vitor Hugo Orém. Fotos de: Neilson Barnard, Tibrina Hobson, Kevork Djansezian, Ethan Miller, Angela Weiss, Chris Delmas, Dimitrios Kambouris
 

O poder da exposição

Exposição, de fato, é uma regra para as Kardashians. Mostrando o cotidiano no reality show Keeping up with the Kardashians (além de mais oito realitys) e em várias redes sociais a todo instante, a família busca a fama desde que o patriarca e advogado Robert Kardashian defendeu o jogador de futebol americano O.J. Simpson, em 1994. Desde então, o público está perto dos problemas e do glamour das Kardashians, se sentindo quase parte da família: os fãs acompanham dramas cotidianos que muitos famosos poderiam deixar em off, mas elas não. Kim, por exemplo, mostrou nas redes sociais e no reality fases difíceis que enfrentou durante a gravidez: as consultas em que chorou e as implicações do acretismo placentário, complicação que a obrigou, por ora, a desistir de um terceiro filho. 
 
Montagem de Vitor Hugo Orém. Fotos de: Angela Weissa, Tibrina Hobson, Kevork Djansezian, Ethan Miller, Angela Weiss, Chris Delmas, Alberto Pizolli
 

Thainá Lima, 21 anos, é uma das fãs de carteirinha das Kardashians. A profissional de relações públicas lembra que a conexão com a família K se deu há muito tempo, e se mantém forte desde então. “Eu conheci as Kardashians com uns 15, 16 anos. Eu e minha irmã víamos vários realitys shows pelo (canal) E!. Eu comecei a acompanhar desde as primeiras temporadas”, sustenta. Thainá entende que o sucesso do clã Kardashian vai além dos clássicos talentos como cantar e atuar, e está baseado no marketing: “Acho que o talento mesmo é conseguir ser muito marqueteiro, elas são muito inteligentes, sabem aproveitar o momento. Foi brilhante o fato de elas crescerem e se consolidarem, porque sempre tem gente com esse boom de fama, mas depois cai. E elas não, elas se tornaram referência”.

Girl power

Mais do que aparecer usando o corpo, é seguro dizer que as Kardashians "quebraram a internet" usando uma boa dose de empreendedorismo – ao captar o momento favorável das redes sociais –, ao mesmo tempo em que usam técnicas de entretenimento únicas, muitas vezes levando à telinha aspectos comuns do dia a dia que dificilmente – ou nunca – são representados. Pelo menos é o que defende Thais Barros, estudante de psicologia e de tradução, telespectadora das Kardashians. “Acho bem massa ter um grupo de mulheres empreendedoras representado como mães, filhas e irmãs. Tem a visibilidade trans também, apesar de todas as controvérsias em relação à Caitlyn (Jenner)”, argumenta. Thainá parece concordar com a estudante: “Elas se tornaram referência em mostrar para as mulheres que elas podem ser quem elas quiserem, de mostrar que a mulher pode conquistar qualquer coisa”, conclui. Na série televisiva, os dramas de relacionamento são quase uma regra e, em contraponto, as mulheres da família permanecem sempre unidas.
 


*Estagiários sob supervisão de Vinicius Nader

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