DF ganhará acervo com sons característicos da capital federal

O som do metrô, das cigarras, do lago e de outros pontos característicos de Brasília foram gravados para o projeto

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postado em 01/09/2017 11:15

Nay Mesquita/Divulgação

 

Você já ouviu Brasília? Reparou nos sons do metrô, dos pássaros, das conversas na rodoviária, dos cantadores e violeiros? Essas e outras características da capital foram registradas pelo projeto Identidades sonoras para permitir que todos tenham acesso ao que forma a memória auditiva da cidade. 

 

O projeto, financiado pelo FAC-DF (Fundo de apoio à cultura do Distrito Federal), desenvolveu um acervo com todos esses registros, que será disponibilizado gratuitamente a partir de 8 de setembro no site da iniciativa. Por enquanto, dá para ter acesso a alguns exemplos na página. 

 

A intenção do projeto é fazer um registro documental da identidade sonora do DF e propor uma reflexão sobre os desdobramentos desses sons nas esferas sociais, culturais e ecológicas. 

 

Foram mais de cem horas de gravação, que serão disponibilizadas em etapas. A cultura popular é base para alguns dos registros. Por exemplo, foram registrados sons de cantorias, de romaria de carros-de-boi, de folia de reis, de oficina de pife, de xirê de candomblé...

 

A natureza também ganha espaço no acervo. O coro das aves, o canto dos sapos na beira da água são exemplos.  

 

Os áudios foram gravados em alta resolução e começaram a ser captados em julho de 2016. A princípio, os usuários poderão ouvir 18 gravações. Os trechos serão disponibilizados para todos. Quem quiser ouvir o registro completo das sessões precisará fazer login.

 

O material poderá ser usado para fins educativos e de pesquisa. 

 

Os pesquisadores Gustavo Elias e Kamai Freire foram os idealizadores do projeto. Eles foram orientados pelo professor do Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB) Flávio Santos Pereira.

 

Depois de lançar o site, eles partirão para outra etapa do projeto: o Acervo Identidades Sonoras - Repentistas do DF. Na iniciativa, financiada pelo FAP (Fundo de apoio à pesquisa do DF), eles produzirão um acervo sonoro dos cantadores de viola. 

 


 

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