Corpo de Rogéria é velado hoje em teatro no Rio; enterro será amanhã

Rogéria, de 74 anos, morreu na noite de segunda-feira (4/9), vítima de choque séptico, no hospital onde estava internada desde 8 de agosto

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postado em 05/09/2017 06:57 / atualizado em 05/09/2017 07:14

Reprodução/Internet
 
Familiares, amigos e fãs participam na manhã desta terça-feira (5/9) do velório da atriz Rogéria, que morreu nessa segunda-feira (4/9), vítima de choque séptico. A previsão é de que o velório comece a partir das 11h, no Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro. Nos primeiros momentos, o velório será fechado apenas para pessoas próximas e da família. De 13h às 18h, será aberto ao público. 

O sepultamento da artista será na quarta-feira (6/9), na cidade de Cantagalo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde ela nasceu. A atriz e cantora Rogéria, de 74 anos, estava internada desde 8 de agosto num hospital na Barra da Tijuca, no Rio. Após dar entrada na unidade de saúde com infecção urinária, ela teve uma crise convulsiva e foi vítima de choque séptico. O corpo de Rogéria foi liberado durante a madrugada.

Veja fotos da carreira da atriz:

 

Rogéria nasceu Astolfo Barroso Pinto, em 23 de maio de 1943, em Cantagalo, Rio. Como dizia, metaforicamente, nunca quis se desfazer do Pinto. “Não sou louca de achar que sou mulher”, afirmou. Mas, como artista, ela foi — e (quase) perfeita, se não fosse o detalhe: dizia que já era gay na barriga da mãe e nunca sofreu discriminação. “Minha mãe sempre aceitou como sou e, quando tentavam me discriminar, eu baixava o Astolfo.” Garoto, já brincava de Cleópatra, liderando as legiões romanas formadas pelos meninos da família e do bairro. “Não transava com nenhum para me respeitarem. Se alguém quisesse faltar ao respeito, eu baixava o pau. Batia mesmo.”

Ela começou a carreira artística como maquiadora da TV Rio e, segundo dizia, a convivência com tantos atores teve algo semelhante a um estádio no Actors Studio, o famoso centro formador de atores de Nova York. Estreou como artista de palco em 29 de maio de 1964, no espetáculo Les Girls, na Galeria Alaska, notório reduto de público homossexual. Dirigido por João Roberto Kelly, foi o primeiro espetáculo nacional de transexuais. Participou de shows, filmes, novelas. Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre velório e enterro.

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