Nos cinemas desponta um palhaço cheio de maldade

Junto com a estreia nacional de Polícia Federal, a lei é para todos, o longa It, a coisa promete mobilizar o público, nas estreias de hoje

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postado em 07/09/2017 07:44 / atualizado em 06/09/2017 19:08

Warner / divulgacao

 
Stephen King é um dos autores com mais adaptações de livros para o cinema e para a televisão. Algumas dão muito certo, outras nem tanto. Outra obra de King chega aos cinemas hoje: It - A coisa. E, a julgar pela opinião dos críticos que tiveram acesso prévio ao longa, o filme faz parte das adaptações de King que não chegaram lá, pelo menos para quem espera uma história clássica de terror.

Talvez o problema maior de It, para os fãs do terror, esteja na divulgação feita antes do lançamento. A maioria das críticas aponta que, apesar de não ser uma produção ruim, o filme passa longe de entregar o que promete no que foi antecipado. Se os trailers e as ações promocionais vendiam um ambiente aterrorizante e cheio de sustos, o filme não traz essa característica de maneira tão forte.

Por outro lado, a divulgação aterrorizante foi um sucesso absoluto. No primeiro dia, o teaser inicial de It viralizou e alcançou mais de 200 milhões de visualizações, um valor impressionante para algo do tipo.  

O próprio diretor Andrés Muschietti destacou que o material de divulgação enfatizava uma característica que não era a mais importante no longa. Para ele, no entanto, isso é o que torna o filme ainda melhor.
 
 

“Bem, o trailer fez esse sucesso todo porque é muito horrorizante. Mas quando você vê o filme, você encontrará uma história que não é só isso, mas é sim um drama dirigido por personagens sobre o vínculo entre crianças  e sua jornada emocional e tudo o que isso implica. Isso inclui humor. Algo que você não vê nesse trailer”, explicou em entrevista sobre o filme ao portal Deadline.

O longa é uma adaptação do best-seller homônimo de King lançado em 1986. A base da história se passa na cidade de Derry. Lá, um palhaço aterroriza e mata crianças durante um curto período e retorna 27 anos depois para fazer as mesmas crueldades.

O palhaço se alimenta do medo das vítimas e, no longa, é enfrentado por um grupo de crianças/adolescentes que se intitula Clube dos Otários. Eles são os responsáveis por tentar entender o que está acontecendo e ousar desafiar o tenebroso palhaço.

Um dos maiores desafios para o diretor foi retratar as diversas facetas do palhaço Pennywise. Ao mesmo tempo em que é cruel e assassino, ele precisa ser dócil e atraente para que as crianças caiam em suas armadilhas.

“Eu queria alcançar um equilíbrio entre um personagem que é um espertalhão e um monstro. A única razão de ele encarnar um palhaço é terrível porque é para ser uma isca. E não há nada pior. Mas eu queria transmitir esse equilíbrio entre uma criatura doce e fofa, com algo muito escuro por trás disso”, explicou.
 
Internet / Reproducao
 
 
Outros longas estreiam hoje, como o drama Polícia Federal — A lei é para todos, longa de Marcelo Antunez estrelado por Antonio Calloni, Flávia Alessandra e Marcelo Serrado, que fala sobre a operação Lava-Jato. Já para as crianças, as animações voltam às telonas em Lino — Uma aventura em sete vidas, dirigido por Rafael Ribas e com as vozes de Selton Mello, Dira Paes e Paolla Oliveira.
 
 
 
Dos Estados Unidos, após um período de pré-estreia nas salas brasilienses, estreia O jantar. O suspense é de Oren Moverman e reúne nomes de peso, como Richard Gere, Laura Linney, Steve Coogan e Rebecca Hall. Outra produção que aposta no tom de suspense é 2:22 — Encontro marcado. No filme, Michiel Huisman é o protagonista Dylan Branson, enquanto Teresa Palmer dá vida a Sarah, alvo do desejo amoroso de Dylan.

Ainda nos filmes estrangeiros, a união entre França e Portugal resultou no longa Até nunca mais, que, sob a direção de Benoît Jacquot, conta a história dos personagens Jacques Rey (Mathieu Amalric) e Laura (Julia Roy).

Uma mulher fantástica é uma coprodução de Alemanha, Chile, Espanha e Estados Unidos. O drama trata da temática trans através de Mariana, uma transexual vivida por Daniela Vega. Para fechar, o Cine Brasília exibe o documentário francês Amanhã, de Cyril Dion e Mélanie Laurent, que fala sobre projetos e dispositivos com o intuito de melhorar o mundo. 
 
 
 
 
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