Nando Reis fala ao 'Correio' sobre sua 4ª vez no Green Move Festival

Um exemplo do protagonismo do artista nas causas ambientais é a turnê do disco 'Jardim Pomar', atual trabalho do cantor, que se propõe a distribuir sementes nativas durantes os shows

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postado em 11/10/2017 07:00 / atualizado em 10/10/2017 23:02

 Cerca de 200 mil pessoas estiveram reunidas no último dia do Green Move Festival. Milhares de brasilienses cantaram e curtiram o som de Nando Reis, Legião Urbana e outros artistas. Presente em quatro das seis edições do festival, Nando não se considera um ativista ambiental, mas é referência quando se trata de empenho a favor do meio ambiente. Um exemplo do protagonismo do artista é a turnê do disco Jardim Pomar, atual trabalho do cantor, que se propõe a distribuir sementes nativas durantes os shows.
 
 
Nando bateu um papo com o Correio e você confere as melhores partes dessa conversa aqui:

O que move o artista Nando Reis a participar do Green Move Festival pela quarta vez?
 
Eu fico muito feliz de estar aqui de volta, porque é um festival associado a uma causa que me move, que me toca, no qual eu sou envolvido. Faz parte das minhas preocupações do dia-a-dia, naquilo que é o meu pensamento, o meu cuidado com a vida. Estar num festival que se pronuncia nessa escala, que me convida pela quarta vez consecutiva, significa que há uma associação legítima
e isso me deixa muito feliz. É uma honra!
 
Como a tua inspiração e expressão artística se conectam às causas ambientais?

O bem estar, estar num lugar, numa luz, alguma coisa que te faça sentir bem é um dos fatores, dos elementos, que propiciam um estado de concentração, criação, de envolvimento, de felicidade. Embora as pessoas achem que a gente compõe muito quando está triste, eu nunca gosto de fazer música em um lugar feio. A beleza norteia o meu trabalho e isso tem a ver com a causa ambiental.
 
De onde vem o título Jardim Pomar?
 
É em razão da ideia que esse nome promove em mim – e é um verso de uma das músicas do disco. Tem a ver com a memória infantil, desse espaço contíguo, das casas onde havia o jardim e o pomar. Fazer música é você recorrer àquilo que você tem acumulado de experiências, de histórias, de memória...
 
As tuas memórias da infância contribuíram para florescer a tua sensibilidade às causas ambientais?

A casa que temos lá na praia, no litoral Norte de SP, em Ubatuba, eu vou pra lá desde 1966, quando eu tinha 6 anos, e era maravilhoso. É um lugar lindo. Você ia à praia pela manhã (não tinha luz elétrica) e a quantidade de caramujos que tinha na areia, da vida marinha, os pescadores fazendo arrastão, muito pouca gente. Isso era uma outra época, e esse é um processo de crescimento demográfico, de urbanização, de destruição do meio ambiente. Especialmente em Ubatuba, você vê, percebe a olhos vistos, que isso tem a ver com a forma destrutiva do homem. O mar, antigamente, a maré era super baixa e hoje dificilmente ela baixa. Isso são questões graves, e de certa maneira, pouco levadas à sério.
 
O que o ser humano precisa semear para que esse mundo seja um pouco melhor? 

É melhor que as pessoas plantem do que derrubem. E de sentimento, é amor. Vamos semear amor, menos ódio e mais amor.
 
 
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