Recital para dois pianos reúne os pianistas João Elias e Lígia Moreno

Duo divide o palco do Auditório de Música da UnB com repertório maduro

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 31/10/2017 12:00

 

Arquivo pessoal
 

 

Os pianistas João Elias e Lígia Moreno se conheceram enquanto tinham aulas com a professora Miriam Dauelsberg. Tocaram juntos uma vez no Festival de Inverno de Petrópolis e a professora ficou surpresa com a sincronicidade da dupla. Sugeriu que o trabalho continuasse e Lígia e João formaram um duo. A ideia é que sejam lançados enquanto tal no ano que vem, mas por enquanto, Lígia e João experimentam os palcos o quanto podem. Nesta terça (31/10) e na quarta (1/11), eles fazem um recital a dois pianos no Auditório do Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB) com repertório pensado para expor a habilidade em transitar por compositores diversos.


João é do Rio de Janeiro e Lígia, de Brasília. “Quando a gente se encontra, faz uns intensivos de ensaios”, explica a pianista. “Temos algumas características que unificam nosso som. É muito difícil o duo de piano porque é um instrumento no qual é preciso buscar uma riqueza timbrística muito grande.”


Para dar início ao recital, a dupla escolheu a Suite nº 2 para dois pianos de Serguei Rachmaninoff. “É uma peça mais pesada, muito virtuosística”, avisa Lígia. Em seguida, eles executam as Variações sobre um tema de Paganini de  Witold Lutoslawsky. O tema é o mesmo que inspirou peças conhecidas de Rachmaninoff e Johannes Brahms, mas Lutoslawsky é mais contemporâneo, arrisca nas dissonâncias e marca o ritmo com vigor. “É rápido, brilhante e com harmonias diferentes”, garante Lígia.


A Fantasia em fá menor, de Franz Schubert, uma peça escrita para ser tocada a quatro mãos, e não a dois pianos, é o momento em que Lígia e João dividem o mesmo instrumento. Para encerrar, o duo escolheu La valse, de Maurice Ravel, obra na qual é preciso ter consciência do piano como algo além de um instrumento de percussão. É a orquestra inteira que Ravel quis reproduzir na partitura. “Ravel dá mais trabalho, a gente trabalhou muito a questão da dinâmica porque é difícil conseguir reproduzir o que a orquestra faz”, diz Lígia, ao lembrar que há uma versão da Valse para orquestra.



Recital do duo Lígia Moreno e João Elias

Nesta terça (31/10), às 20h, e nesta quarta (1/11), às 12h20, no Auditório do Departamento de Música da Universidade de Brasília. Entrada franca

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.