Jogo de cena completa 32 anos de novos olhares sobre a cultura brasiliense

Evento promove interação entre público e artistas e serve de vitrine

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Adla Marques/Divulgação
 
 
Uma das programações mais tradicionais entre os palcos da cidade, o Jogo de Cena completa 32 anos de existência com novos olhares e diferentes formatos. O projeto transformou-se em uma importante vitrine para as artes cênicas, música, plásticas e outras vertentes que possam mostrar seu trabalho nos palcos do teatro. Entre atores, dançarinos e poetas, a plateia comparece constantemente às edições do projeto, sempre munida da certeza de encontrar um repertório diversificado em estilos, gêneros e linguagens. A ideia é mostrar a produção criativa da capital e incentivar que o público busque os espetáculos, apresentados em pequenos trechos, para assistir na íntegra.

A interação com o público é outro fator que colabora para o sucesso da fórmula. Os anfitriões da noite garantem que os espectadores participem de maneira ativa, criando uma relação que vai além do espaço convencional da plateia. A edição atual, que ocorre hoje, é a última desse ano e apresenta um novo formato do projeto. Se antes o Jogo de cena era apresentado por meio de esquetes e cenas separadas, agora ele mostra um espetáculo interligado por cenas e encaixes entre as atrações. A ideia é deixar as apresentações mais fluidas.

James Fensterseifer, um dos idealizadores do projeto, conta que a ideia de criar o Jogo de Cena surgiu da falta de espaços para divulgação das artes feitas na cidade. “Em 1985, já tínhamos a Feira de Música e alguns artistas pensantes da cidade se perguntaram por que não fazer uma feira de cenas?”, lembra o dramaturgo e produtor. Os espetáculos são escolhidos entre inscrições espontâneas e a pauta dos teatros de Brasília. São levados em conta a pluralidade de estilos e gêneros, dando prioridade a quem usa o espaço para divulgar uma temporada - sendo essa uma das maiores contribuições do programa.

“O Jogo de Cena ainda é um grande encontro entre os artistas da cidade, que usam o espaço para divulgar seus trabalhos e, ao mesmo tempo, aproveitam o encontro para traçar novos planos. Além disso, historicamente, o evento traz um termômetro do movimento cultural de Brasília”, destaca James. Para o artista, durante as apresentações é possível confirmar a diversidade e irreverência dos artistas da cidade. O palco recebe desde grupos de comédia trash, passando por musicais e peças tradicionais até os espetáculos mais experimentais.

Hoje, o roteiro e a direção de apresentação ficarão a cargo de Ricardo Pipo (Cia de Comédia Os Melhores do Mundo), que, em conjunto com Rodolfo Cordón (Cia de Comédia G7), performará entre as atrações do programa. Em cena, a agilidade da mostra e uma grande variedade de atrações prendem a atenção do mais variado público. O objetivo é que a diversidade transite sem restrições pelo palco.

Confira as atrações da noite
l Alberto Salgado (cantor e instrumentista)
l Santas Quebradas (espetáculo da Tribo cia de dança)
l Habilitado para morrer (filme, com direção de Rafael Stadniki)
l Comedy Flix (espetáculo com a Setebelos cia de comédia)
l Um brasileiro na broadway (musical com direção de Zula Fornaguera)
l A fome (coreografia da Beckus cia de dança)
l Felipe Salsano (artista plástico)

 

Jogo de Cena 
Experience III, no teatro da Caixa (SBS Q. 4 Lt. 3/4), dia 8 de novembro, às 20h. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). A classificação indicativa é de 14 anos. 


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