Drama e lágrimas pontuam filmes em cartaz e com lançamentos próximos

Filmes que falam de superação prometem arrancar lágrimas do público

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postado em 15/11/2017 07:30

 
Reprodução
 
 
Uma verdadeira represa de sentimentos e de emoções de forte colorido tem invadido as telas de cinema, numa linha que promete seguir acentuada entre os próximos lançamentos. Exemplo disso é que o drama dirigido pelo ator Drew Waters Uma razão para recomeçar, mal deixou as telas, e já emplaca concorrente no título genérico: em breve, será possível conferir Uma razão para viver.

Naquele primeiro filme, o personagem de Jonathan Patrick Moore, apaixonado pelo de Erin Bethea, enfrentava a alarmante situação de ver a amada sofrendo por causa de câncer. Em Uma razão para viver, há inversão de infortúnio do casal: é o protagonista de Andrew Garfield (O espetacular Homem-Aranha) que mais sofre. Novamente, um drama carregado demarca o enredo da produção do Reino Unido, assinada pelo também ator Andy Serkis (Planeta dos Macacos).

Baseado em caso real, de um comerciante atingido por poliomielite, o roteirista dos sensíveis Invencível e Everest, William Nicholson, adaptou o enredo estrelado por Claire Foy (de The crown). Robin Cavendish, que vivenciou o drama de lutar pela vida. Com uma onipresente máscara de ventilação, reformulou paradigmas para a medicina do século 20.


Outro título atrelado ao tema da superação, ainda por estrear, começou a despertar a curiosidade pela acentuada publicidade. O que te faz mais forte ganha ainda imbatível chamariz: tem origem em um caso real. Foi Jeff Bauman, que sensibilizou a todos, em escala global, por sobreviver a explosões de bombas durante o atentado ocorrido, há quatro anos, na Maratona de Boston.

Todo o processo de reabilitação de Bauman, que teve as pernas amputadas, permeia o longa-metragem dirigido por David Gordon Green (diretor de Prova de amor). Acompanhado a situação-limite de Jeff, a ex-namorada dele, Erin, ganha a interpretação de Tatiana Maslany (A dama dourada). Há poucos dias da estreia, a produção Extraordinário também aposta numa toada tocante, ancorada pelo best-seller de R.J. Palacio. Estrelada por Julia Roberts, a fita cerca a problemática de bullying presente na vida do garoto Auggie Pullman (Jacob Tremblay, o menino de O quarto de Jack).

A quebra de convenções e o suplantar de condições adversas também impulsionam tramas de filmes em cartaz, como Olhando para as estrelas, e os títulos próximos de estrear, Cromossomo 21 e Esplendor. Dirigido por Alex Duarte, Cromossomo 21 lida com a Síndrome de Down presente no dia a dia da protagonista que, apaixonada, enfrentará a quebra de padrões sociais para assegurar a felicidade do casal. A superação de limitações visuais dá o mote para o desenvolvimento tanto do documentário nacional Olhando para as estrelas, centrado em bailarinas cegas, e o tema da arte desenvolvida por deficientes ainda permeia Esplendor, produção assinada pela cultuada Naomi Kawase.



Famílias problemáticas

Dos dramas em cartaz nos cinemas da cidade, Depois daquela montanha mistura a trágica situação de uma noiva (interpretada por Kate Winslet) — obrigada a deixar o pretendente no altar — com uma quebra na rotina de um cirurgião (papel de Idris Elba), impedido de realizar uma intervenção médica. Todo o enredo foi tirado de uma obra literária assinada por Charles Martin. Duas frentes lacrimosas puxam a trama: será que o casal involuntário, unido pelo azar de dividir um voo fretado no qual o piloto colapsa; sobreviverá ao acidente e, mais ainda, superará a atração criada, mesmo na condição de alto risco?

Na esfera familiar da galeria de personagens colocados em situação-limite, dois longas-metragens prestes a estrearem chamam a atenção: Colo e Barreiras. No primeiro, a reconhecida diretora portuguesa Teresa Villaverde representa uma acentuada crise financeira capaz de liquidar vínculos de uma família. A mãe se equilibra entre dois empregos, o pai vive desocupado; isso tudo, enquanto a filha tenta compensar as limitações de dinheiro e preencher um vazio sentimental que pode levar à solução radical.

Com a mesma intensidade, a protagonista Catherine (Lolita Chammah), em Barreiras, apela para o sequestro da própria filha, depois de uma temporada de distanciamento que parece irreversível. Dirigido por Laura Schroeder, e ambientado em Luxemburgo, o longa, que integrou o segmento Forum (do Festival de Berlim) traz ainda a estrela francesa Isabelle Huppert na pele da avó da menina, também em conflito com Catherine.
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