Quarta edição da feira Motim começa amanhã

O projeto reúne artistas e selos do Distrito Federal e de outros estados

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Gomez Studios/ Divulgacao
 
Começa amanhã a quarta edição do Motim (Mercado de Produção Independente). A feira, que é um dos principais eventos voltados para publicações independentes em Brasília, ocorre em novo espaço neste ano. A Biblioteca Nacional de Brasília vai abrigar centenas de quadrinhos, ilustrações, livros, camisetas, entre outros produtos, até domingo.

No ano passado, cerca de 50 expositores participaram da feira. O número, neste ano, chegou a 100. Essa foi também uma das razões para a mudança. “O projeto foi crescendo e o interesse das pessoas aumentou, então vimos que precisaríamos buscar um espaço maior”, conta Felipe Honda, um dos organizadores do evento.
 

A ideia do Motim, explica Felipe, é apresentar novos artistas e publicadores, além de dar mais espaço e visibilidade para quem já está, há algum tempo, no mercado. “Essas pessoas normalmente não conseguem alcançar espaço em grandes editoras e livrarias. Feiras, como o Motim, acabam sendo uma oportunidade de apresentar o produto ao público de uma maneira direta.”

Para Felipe, eventos como o Motim são uma oportunidade de ter acesso a produções mais voltadas para o cotidiano brasileiro e local. “As grandes editoras, em geral, trazem um conteúdo mais distante, muitas vezes do exterior. Nas feiras, tem -se acesso a um conteúdo que tem a ver com a nossa identidade, que um brasileiro vai querer ler”, destaca.

Além dos publicadores brasilienses, neste ano 10 expositores de outros estados participarão da feira.

Novidades

Motim/Divulgação
Os lançamentos são também um dos destaques do Motim e um dos pilares da iniciativa. “Como o Motim tem essa questão de divulgar novos artistas e também quem já está no cenário, é importante mostrar para o público que temos lançamentos e quais são as novidades”, acredita Felipe.

O quadrinista Gabriel Góes lança na sexta, por exemplo, Soco! Volume 1 (editora Beleléu). O livro apresenta Billy Soco. O personagem foi criado com influências da cultura pop e de gibis de super-heróis dos anos 1980 e já fazia parte do trabalho de Góes desde 2007.

“O Billy Soco começou com um fanzine de xerox. Esse era um material que eu tinha produzido e tinha vontade de publicar. Agora, rolou a oportunidade de fazer o livro. Já estou trabalhando no volume 2 também”, conta Goés.

O quadrinista participa do Motim desde as primeiras edições e destaca o crescimento do evento. “Cada ano tem mais mesas e uma produção nova muito legal. Dá uma visibilidade bacana e também é uma oportunidade para trocar figurinhas com outros artistas.”

Góes e Honda concordam que o crescimento de feiras e eventos têm ligação com o fortalecimento do mercado. “Tem várias feiras acontecendo e elas só tem crescido, aumentado de tamanho e o interesse da comunidade em consumir essas obras é também maior. É uma coisa que está em expansão”, aponta Honda.

“Eu vejo que tem cada vez mais gente interessada em produzir os próprios quadrinhos”, comenta Góes.  

Exposição

A mostra Pela moral e os bons costumes abre a quarta edição do Motim amanhã, a partir das 19h. A exposição reúne trabalhos de diversos artistas que refletem sobre o cenário político brasileiro atual.

A exposição é composta por obras dos artistas Allan Sieber (SP), Bruno Maron (SP), Ebert Calaça (GO), Caio Gomez (DF), Cynthia Bonacossa (RJ), Fabiane Langona (SP), Felipe Sobreiro (DF), Jean Matos (DF), Luiz Berger (SP), Marcio Paixão (GO), Mateus Dutra (GO), Pablo Carranza (RJ), Pedro D’apremont (DF), Rachel Denti (DF), Renata Rinaldi (DF), Tiago Lacerda (RJ) e Thiago Fagundes (DF).

Motim - Mercado de Produção Independente
Território Criativo (anexo térreo da Biblioteca Nacional de Brasília). Amanhã, a partir das 19h. Sábado e domingo, a partir das 10h. Entrada gratuita. Não recomendado para menores de 16 anos.
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