Elas têm a força (e bombam no cinema)!

Mulheres garantem espaço em filmes de heróis e criam expectativa de mais representatividade feminina nas películas

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postado em 28/11/2017 07:09

Entertainment/Reprodução
 
 
O longa Mulher-Maravilha desbancou bilheterias de filmes como o recente Capitão América: Guerra civil (2016) e segue quebrando recordes. Quatro meses depois da estreia mundial, a história da amazona Diana Prince se tornou o filme mais lucrativo entre retratações da origem de super-heróis, destronando o Homem-Aranha (2002), interpretado por Tobey Maguire, que reinou o posto por intocados 15 anos. Depois de o sucesso da DC ter virado referência entre franquias de super-heróis, as mulheres continuam marcando presença em longas dos principais estúdios do ramo.

Filmes como o spin off sobre a X-23, personagem infantil de Logan (2017), Capitã Marvel (2018) e um solo sobre a heroína Viúva Negra são algumas das promessas do Universo Cinematográfico Marvel (UCM). Além das protagonistas, grupos de personagens femininas se destacam como guardiãs em longas do estúdio. É o caso das Valquírias, protetoras de Asgard, reino de Thor Ragnarok (2017), e das Dora Milaje, guerreiras da força especial de Wakanda, nação fictícia de Pantera Negra (2018).

O protagonismo das mulheres se estende à produção dos mesmos longas. É o caso de Patty Jenkins, escolha de direção pela DC, que mostrou a que veio ao garantir o sucesso de Mulher-Maravilha em junho deste ano e que agora tem contrato renovado para uma sequência do filme. A Marvel não rompeu a corrente e também confiou no triunfo feminino para os bastidores das telonas: Anna Boden foi a escolhida como uma das diretoras do filme protagonizado por Brie Larson, que vive a Capitã Marvel, com estreia mundial em 6 de março de 2018.

James Mangold, diretor de Logan, acredita na possibilidade de representar as mulheres (e meninas, como a jovem X-23) com diferentes abordagens. “Acredito que parte do que foi aberto nesse universo para nós agora é que, aproveitando diferentes tradições de gênero, há novos caminhos para seguir com novos personagens que habitam esse universo”, disse em entrevista ao The Hollywood Reporter.
 
Marvel Studios/Divulgação
 
 
Elogiada pela crítica norte-americana depois de interpretar uma integrante do grupo das Valquírias em Thor: Ragnarok, Tessa Thompson embarcou no universo de heróis pela primeira vez este ano. Depois da estreia de sucesso, a novata sugeriu ao presidente da Marvel Studios um filme que, mesmo sem confirmações, já promete muito girl power. “Recentemente, viajei com outras mulheres que trabalham com a Marvel e perguntei ‘Que tal um filme com todas as heroínas mulheres? Todas elas?’”, contou em entrevista ao portal Comic Book Resources.

A ideia tem uma base no universo da Marvel para se tornar realidade, uma vez que um time de super-heroínas existe nas histórias em quadrinhos da editora desde 1970. Sob o nome de Lady Liberators (Mulheres Libertadoras, em tradução livre), o grupo apareceu pela primeira vez na 83ª edição de Os vingadores, escrita por Roy Thomas. Na capa, a asgardiana Valquíria, personagem que dá nome ao grupo de guardiãs do reino de Thor, aparece dizendo: “Tudo bem, meninas, isso acaba com esses porcos machistas!”.

A expectativa por mais filmes de super-heróis com participação e protagonismo de meninas e mulheres deixa no ar a possibilidade de aparição de personagens femininas nunca antes retratadas nas telonas. Mulher-Hulk, Sabre de Prata e Gata Negra são algumas das esperadas para estrear no cinema em breve.
 
*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco
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