Museu decide proibir fotos e vídeos em performances para evitar polêmicas

O objetivo do MAM, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, é proteger crianças e adolescentes de exposições indevidas

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postado em 28/11/2017 09:09

MAM/Divulgação
 
 
O Museu de Arte Moderna (MAM) e o Ministério Público de São Paulo firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para restringir o acesso de pessoas com câmeras fotográficas, filmadoras e celulares em instalações que "envolvam a interação do público com seres humanos que façam parte da obra". A decisão conjunta é consequência da polêmica acerca da performance La bête, realizada em outubro deste ano pelo coreógrafo brasileiro Wagner Schwartz. Na ocasião, uma criança foi filmada tocando no artista homem nu durante a instalação, o que gerou muitos comentários negativos.

De acordo com documento assinado pelo promotor de Justiça Eduardo Dias e pela diretoria do MAM na última quarta-feira (22/11), o objetivo da medida é justamente proteger crianças e adolescentes de exposições indevidas. No documento do TAC, o Ministério Público citou artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente: "É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor".

Dentro de quatro meses, o museu terá de implementar avisos referentes a proibição dos aparelhos eletrônicos, assim como instruir a equipe de funcionários para que avisem ao público sobre as novas regras. Antes de cada performance, o museu também anunciará, através de um alto-falante, que a instalação não poderá ser fotografada ou filmada. O MAM ainda se dispôs a doar 15% dos lucros obtidos com a 35ª edição do Panorama da Arte Brasileira - em que foi realizada a performance La bête - para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Além disso, o museu pretende organizar eventos de iniciação artística para o público infantojuvenil, incluindo discussões sobre liberdade de expressão.
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