Bolívar Moura Rocha lança ficção que recria período histórico

Em "Caro chanceler", o autor imagina uma aproximação do governo brasileiro com os nazistas

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postado em 28/11/2017 12:28

Célio Costa

 

Foi o interesse por duas figuras históricas - Oswaldo Aranha e Graciliano Ramos - que levou o advogado Bolívar Moura Rocha a escrever Caro chanceler, que tem lançamento marcado para esta terça (28/11), às 19h, no Grand Cru (QI 09/11, Lago Sul).


O primeiro romance do autor mistura fatos reais e ficção em uma trama que analisa um período importante da história brasileira. “A trama central é a ambiguidade no movimento do governo de Getúlio (Vargas) em relação aos alemães mesmo quando já havia começado a Segunda Guerra”, explica o escritor.


No livro, um jornalista investiga a suposta colaboração de um político brasileiro com o último chefe da inteligência do Terceiro Reich, pouco antes do fim da guerra. Em troca de informações, o político quer o apoio de Adolf Hitler caso a Alemanha saia vencedora do conflito. Na história oficial, Getúlio teria encerrado as conversas com os nazistas quando decidiu se unir aos Aliados, mas Bolívar imagina um cenário, baseado em pesquisas históricas, em que as relações teriam se estendido até o fim da Segunda Guerra.


Oswaldo Aranha, responsável por costurar a aliança com os Aliados, e Graciliano não chegam a ser protagonistas e aparecem como personagens secundários, mas inspiraram o autor desde o início da pesquisa realizada para o livro. “Tudo começou com meu interesse por essas duas figuras. Durante anos li muito e comecei a pensar num livro que entrelaçasse episódios da vida de um e outro. Mas foi quando achei a fiugra do narrador que consegui fazer a costura da história”, conta Bolívar. Já o título vem de uma suposta carta escrita por Getúlio e endereçada a Hitler.



Caro chanceler

De Bolívar Moura Rocha. 7Letras, 122 páginas. R$ 39. Lançamento nesta terça (28/11), às 19h, no Grand Cru (SHIS QI 09/11)


 
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