Brasiliense Dudu Maia faz parte do Trio brasileiro, indicado ao Grammy

Trio vai concorrer na categoria World Music com disco Rosa dos ventos

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postado em 29/11/2017 07:30 / atualizado em 28/11/2017 18:51

 
 Reprodução/Internet
 
Foi o bandolinista Hamilton de Holanda que deu a notícia inesperada para o amigo e também bandolinista Dudu Maia. Brasiliense, Dudu foi indicado, pelo trabalho com o Trio Brasileiro e a clarinetista Anat Cohen, para o Grammy Awards 2018, na categoria World Music (música mundial).

O Trio Brasileiro é formado por Dudu (bandolim), Douglas Loura (violão) e Alexandre Loura (percursão). O grupo gravou quatro discos, os dois mais recentes em parceria com a premiada clarinetista Anat Cohen.

Israelense radicada em Nova York, Anat esteve em Brasília no fim de semana para acompanhar o cantor e compositor português António Zambujo em show no Centro de Convenções. “Ao longo da trajetória, a gente conheceu a Anat, que vem ganhando todos os prêmios relacionados ao clarinete, e começamos a trabalhar juntos”, conta Dudu.
 

Dudu Maia no Grammy 2018

 
O álbum Rosa dos ventos, lançado neste ano pelos quatro músicos, vai disputar a premiação. O disco foi todo gravado em Brasília em dezembro do ano passado. “Nós gravamos o álbum no meu estúdio, Casa do Som, em mais ou menos uma semana”, lembra Dudu.

Totalmente instrumental e autoral, o disco já vinha apresentando bons resultados. Nas redes sociais, o álbum alcançou mais de 1  milhão de acessos e foi escolhido recentemente pela revista Downbeat (uma das principais publicações americanas sobre jazz) como um dos 20 melhores discos de jazz do ano.

“Sentimos desde o princípio que tínhamos feito algo especial e começaram a vir os resultados. Veio a lista da Downbeat e agora a indicação para o Grammy. Alguns resultados são muito representativos, ainda mais pensando em disco instrumental e autoral”, comenta Dudu.

A indicação, acredita Dudu, é fruto do trabalho começado pelo grupo desde a criação em 2011. “A gente é muito pé no chão. Tudo o que conquistamos foi resultado de muito trabalho, muito esforço. Então, as coisas vêm chegando à medida que você vai ficando maduro e começa a trilhar um caminho que foi construído”, acredita.

Para Dudu, a indicação vai dar visibilidade não só para o trio e para a clarinetista, mas para todo o cenário. “É importante para toda a cena do país e de Brasília. Se um trabalho gravado na cidade é indicado ao Grammy, por que outros feitos aqui com qualidade também não podem chegar lá?”, destaca. “Isso  vai trazer esse olhar para todo mundo que está produzindo aqui e também para as coisas muito bacanas que estão sendo gravadas  no estúdio.”

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