Pernambucano Spok apresenta choro em show hoje

O músico faz parte do projeto Brasil de Todos os Choros %u2014 Origens, Sotaques, Encontros e Caminhos, no Clube do Choro

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postado em 05/12/2017 06:24

Lais Merini/Divulgação
 
 
Baião, ciranda e frevo são os estilos musicais mais representativos de Pernambuco. Mas o choro também é cultuado naquele estado, especialmente em Recife, e tem como referências o violonista João Pernambuco (parceiro de Catulo da Paixão Cearense no clássico Luar do sertão); e o bandolinista Luperce Miranda líder de um regional que, na década e 1930, acompanhou Mário Reis, Francisco Alves e Carmem Miranda.

Um dos mais importantes instrumentiastas pernambucanos da atualidade, o saxofonista Inaldo Cavalcante de Albuquerque, conhecido no Brasil e no exterior como Spock, está em destaque na programação do projeto Brasil de Todos os Choros — Origens, Sotaques, Encontros e Caminhos. Hoje, às 21h, acompanhado por Adelson Silva (bateria), Renato Bandeira (viola), Beto Ortiz (sanfona) e Hélio Silva (bateria), ele se apresenta no Espaço Cultural do Choro.

“O choro feito em Pernambuco, de certo modo, tem o espírito do frevo”, diz Spock, que tomou como mestre na sua iniciação nesse gênero, o violonista Tonhé, ex-professor do Centro de Criatividade Musical do Recife. “Foi ele quem me fez apreciador do rico universo do choro, tocando para a minha apreciação. Ele morreu há alguns anos, mas vai estar sempre presente na minha memória afetiva”, frisa.

Spock lembra também da Orquestra de Cordas Dedilhadas, que existiu entre as décadas de 1970 e 1980. Os integrantes do grupo eram ligdos ao Conservatório Pernambucano de Música. “Alguns deles mantêm-se em atividade. Marcos César, Adelmo Arco Verde e Henrique Anes buscam manter o choro em evidência aqui no Recife.”

De acordo com o maestro e saxofonista, na capital pernambucana o choro pode ser ouvido em bares e casas noturnas de bairros como Casa Forte e Casa Amarela, também na parte tradicional da cidade. “Sempre que possível, participo dessas rodas de choro e reencontro músicos por quem tenho grande admiração.”

No repertório do show desta noite, Spock inclui temas variados, entre os quais Lúcia e Caeté (Luperce Miranda), Maluquinho (Zé Menezes), Lágrimas de folia e Último dia (Levino Ferreira), além de Frejiada, um choro-frevo que compos há dois anos. “Ouvindo músicos de choro improvisando, eu me perguntava por que não se poderia fazer o mesmo com o frevo, que eu tocava de forma tradicional, seguindo a partitura. Na minha busca, passei a ter uma certeza: o que me interessa é a liberdade do músico.”

Há algum tempo, Spock tem vindo à capital para tomar parte em projetos do Clube do Choro. Sobre o retorno para representar Pernambuco no Brasil de Todos o Choros, ele fala com entusiasmo: “Me sinto honrado por ser convidado para representar Pernambuco, num projeto tão importante e oportuno como esse, que busca mapear o sotaque desse estilo musical em diferentes regiões do país”. Antes do show, entre às 17h e 19h30, ele faz palestra e comanda oficina, com entrada franca.



Brasil de Todos os Choros
Show de Spock e orquestra hoje, às 21h, no Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3224-0599.
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