Morre no Rio de Janeiro, aos 79 anos, o dramaturgo Luiz Carlos Maciel

Um dos fundadores do O Pasquim, Maciel também foi ator, diretor, filósofo, escritor e jornalista. Ele estava internado desde o dia 26 de novembro em um hospital do Rio

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postado em 09/12/2017 21:03 / atualizado em 09/12/2017 21:04

Facebook/Reprodução
 

Morreu neste sábado (9/12), no Rio de Janeiro, um dos fundadores do jornal O Pasquim, Luiz Carlos Maciel, aos 79 anos. Filósofo, escritor, jornalista e roteirista, Maciel era natural de Porto Alegre (RS), mas desde a década de 1960 morava na capital fluminense e teve um vida dedicada à arte. Além de ajudar a criar o célebre periódico, trabalhou no Jornal do Brasil, no Última Hora e na revista Fatos e Fotos.



Considerado o guru da contracultura, Maciel trabalhou também como diretor de redação na Revista Rolling Stone e como roteirista e redator na Rede Globo. O gaúcho ainda dirigiu diversos espetáculos, como o musical Baby Gal, com a cantora Gal Costa, e a peça Flávia, cabeça, tronco e membros, do consagrado autor Millôr Fernandes. Além dos palcos e dos jornais e revistas, ele deu aula em diversos cursos, a maioria voltados para o teatro.

 

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Luiz Carlos Maciel estava internado desde o dia 26 de novembro no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro, por causa de um agravamento de uma infeção causada por um enfisema, uma doença obstrutiva crônica, que ataca os alvéolos dos pulmões. Ele acabou não resistindo, vindo a óbito após sofrer uma falência múltipla dos órgãos. O dramaturgo deixou esposa e duas filhas.

 

 

 

O cantor Caetano Veloso, amigo de Maciel desde a década de 1960, publicou uma foto lamentando a morte do amigo com o seguinte texto: "Luiz Carlos Maciel foi um dos homens mais bonitos que já vieram de longe para viver na Bahia. Morreu hoje no Rio, onde, entre outras coisas, deu vida ao ipanêmico Pasquim. Antes de se tornar diretor da Escola de Teatro da Universidade de Salvador, foi protagonista de um curta de Glauber Rocha, o segundo desse diretor, em que fazia o papel do moço lindo que era assediado fisicamente por um transeunte sem beleza mas cheio de desejo. O filme chama-se Cruz na Praça (a batolagem se dá no largo em frente à igreja de São Francisco, onde há um alto cruzeiro). Esse curta desapareceu. Antes de vir pro Rio, Maciel dirigiu Morte e Vida Severina em Salvador. Escreveu livro de apreciação literária de autores ostracizados pela esquerda lukacsiana. Depois explicou e analisou a contracultura. Foi a grande figura de uma nova esquerda brasileira e um homem de sensibilidade fina e lucidez serena. Sinto enorme saudade dele".

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